Questões de Doenças Cardiovasculares (Nutrição)

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Uma paciente do sexo feminino, 55 anos de idade, comparece a uma Unidade de Saúde da Família para acompanhamento nutricional. Os exames bioquímicos realizados em jejum revelaram:
• Colesterol total: 220 mg/dL • HDL-colesterol: 60 mg/dL • LDL-colesterol: 101 mg/dL • Triglicerídeos: 180 mg/dL
Glicemia de jejum: 95 mg/dL • Hemoglobina glicada: 6,8%
Além dos achados laboratoriais, o paciente relata poliúria, polidipsia e episódios de dormência em membros inferiores. O exame físico revela IMC de 28,5 kg/m².
Com base na avaliação nutricional e nas diretrizes atuais para o manejo dietético, assinale a alternativa CORRETA sobre a conduta nutricional a ser aplicada para esse paciente:

  • A Um paciente apresenta níveis elevados de colesterol total, triglicerídeos e hemoglobina glicada, diminuindo um risco aumentado para doenças cardiovasculares e progressão para diabetes tipo 2. A conduta nutricional deve priorizar a exclusão de carboidratos orgânicos e a substituição completa por fontes de proteínas de origem animal, garantindo melhor controle glicêmico e lipídico.
  • B O perfil metabólico do paciente sugere um quadro de resistência à insulina, sendo essencial o controle glicêmico e lipídico. Para auxiliar nesse controle, recomendamos a inclusão de ômega-6 na forma de suplementação ou óleos vegetais, pois essa gordura reduz os níveis de colesterol e triglicerídeos e melhora a sensibilidade à insulina
  • C A abordagem nutricional deve incluir um plano alimentar equilibrado, com ingestão controlada de carboidratos complexos e fibras solúveis, priorizando alimentos com baixo índice glicêmico. Além disso, o consumo de fitoesteróis pode ser benéfico para auxiliar na redução do colesterol total e LDL-colesterol, enquanto a inclusão de ômega-3 pode ajudar a modular o perfil lipídico e reduzir a inflamação associada à resistência à insulina.
  • D O uso de suplementação de ferro é indicado para esse paciente, pois indivíduos com resistência à insulina frequentemente apresentam deficiência de ferro, o que pode comprometer a função celular e aumentar a progressão para diabetes tipo 2. Além disso, o ferro atua na produção de glóbulos vermelhos, prevenindo quadros de anemia silenciosa em pacientes com dislipidemia.
  • E A melhor estratégia para o paciente é a redução da ingestão calórica e o aumento da ingestão proteica, especialmente com a substituição dos carboidratos por proteínas de alto valor biológico e a inclusão de gorduras saturadas na dieta, pois favorece isso o metabolismo energético e melhora a resposta glicêmica sem necessidade de restrições adicionais.

Um paciente do sexo masculino, 64 anos, com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) controlada, comparece a uma consulta nutricional no ambulatório. Apresenta as seguintes características clínicas:
• IMC: 27,9 kg/m² • Pressão arterial: 160/90 mmHg • Glicemia de jejum: 101 mg/dL • Queixa: Dificuldade respiratória aumentada e constipação há 4 dias
Com base na avaliação clínica e no manejo nutricional para esse paciente, assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta dietoterápica mais adequada:

  • A Dieta hipercalórica e hiper proteica, com 1,2 a 1,5 g/kg/dia de proteínas, consumo reduzido de fibras (menos de 15g/dia) para evitar distensão abdominal e lipídios predominantemente saturados para fornecer maior densidade energética e reduzir o esforço excessivo.
  • B Dieta normocalórica e normoproteica, com 0,8 g/kg/dia de proteínas, consumo elevado de fibras (acima de 35g/dia) para regularizar a constipação e lipídios predominantemente saturados para reduzir o metabolismo aeróbico da gordura, minimizando a produção de CO₂.
  • C Dieta hipercalórica e hiperproteica, com 1,2 a 1,5 g/kg/dia de proteínas, consumo adequado de fibras (25-30g/dia) para melhora da constipação e lipídios com predominância de mono e poli-insaturados, auxiliando no controle inflamatório e cardiovascular.
  • D Dieta hipocalórica e normoproteica, com 0,8 a 1,0 g/kg/dia de proteínas, consumo reduzido de fibras para evitar desconforto abdominal e lipídios predominantemente saturados para melhorar a densidade calórica sem aumentar a carga respiratória.
  • E Dieta normocalórica e hiperproteica, com 1,5 a 2,0 g/kg/dia de proteínas, alto teor de fibras para quebrar a constipação e lipídios predominantemente trans e saturados para garantir maior reserva energética.

Várias técnicas de química analítica e de análise instrumental desempenham um papel essencial na análise de compostos bioativos e de vitaminas presentes em matrizes alimentares complexas. Em relação a esses compostos e aos métodos para sua identificação em alimentos, julgue o item a seguir.


O ácido estearidônico (SDA), encontrado em alguns óleos vegetais, é um precursor eficiente do ácido eiscosapenatenoico (EPA), superando limitações metabólicas associadas ao ácido α-linolênico (ALA); sua conversão em EPA reduz a inflamação, regula lipídeos plasmáticos e melhora parâmetros cardiovasculares.

  • Certo
  • Errado

A hipertensão arterial ou pressão alta (HAS) é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, com grande impacto nas taxas de morbidade e mortalidade. Ela está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e insuficiência cardíaca, além de ser um fator importante para a ocorrência de mortes prematuras.
De acordo com os dados mais recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde do Brasil, em 2021, por exemplo, a hipertensão arterial foi responsável por cerca de 40 mil mortes no Brasil.
O padrão alimentar rico em frutas e verduras, com menor consumo de alimentos ultraprocessados, está relacionado à redução da pressão arterial.
Diante do exposto, assinale a opção que indica a dietoterapia mais recomendada para o tratamento da HAS.

  • A Dieta DASH.
  • B Dieta DASH, associada à redução de sódio.
  • C Dieta Mediterrânea.
  • D Dieta Mediterrânea, associada ao aumento de potássio.
  • E Dieta Planted Based, associada à menor ingestão de cálcio.

As dislipidemias são reconhecidas como um dos principais fatores de risco para a doença arterial coronária (DAC), devido ao seu potencial significativo para o desenvolvimento da placa aterosclerótica. São caracterizadas pela elevação dos níveis plasmáticos de triglicerídeos ou alterações das lipoproteínas que transportam colesterol.
Considerando um quadro de dislipidemia, relacione as recomendações dietéticas para seu tratamento:

1. ácidos graxos trans
2. ácidos graxos saturados
3. ácidos graxos poli-insaturados
4. ácidos graxos monoinsaturados

( ) < 1% das calorias totais
( ) até 10% das calorias totais
( ) até 20% das calorias totais
( ) < 7% das calorias totais

Assinale a opção que indica a relação correta na ordem apresentada.

  • A 1, 3, 4, 2.
  • B 1, 4, 2, 3.
  • C 2, 4, 3, 1.
  • D 3, 1, 4, 2.
  • E 4, 3, 1, 2.