Questões de Concepções de mundo, homem e educação (Pedagogia)

Limpar Busca

Queiroz e Moita, em Fundamentos sócio-filosóficos da educação (2007), abordam as Tendências Pedagógicas Liberais, comentando que surgiram no século XIX, influenciadas pelos ideais da Revolução Francesa (1789): “igualdade, liberdade e fraternidade”. Por volta dos anos 20 e 30 do século XX, o pensamento liberal democrático chegou ao Brasil e junto com ele a Escola Nova, defendendo a escola pública para todas as camadas da sociedade. Para esclarecer o que se entende por Escola Nova, as autoras citam Luzuriaga (1980): “Por educação nova entendemos a corrente que trata de mudar o rumo da educação tradicional, intelectualista e livresca, dando-lhe sentido vivo e ativo. Por isso se deu também a esse movimento o nome de ‘escola

  • A ativa’ ”.
  • B fraterna’ ”.
  • C para todos’ ”.
  • D do trabalho’ ”.
  • E democrática’ ”.

Ainda na obra Fundamentos sócio-filosóficos da educação (2007), Queiroz e Moita abordam a tendência progressista crítico-social dos conteúdos ou histórico-crítica. Segundo as autoras, essa tendência constitui-se no final da década de 70 e início da década de 80 do século XX, com o propósito de contrapor-se à ‘pedagogia libertadora’, por entender que ela não dá o correto e merecido valor ao aprendizado do chamado “saber científico”. Assim sendo, afirmam as autoras: “Esta tendência [crítico-social dos conteúdos] prioriza, na sua concepção pedagógica, o domínio dos conteúdos científicos, a prática de métodos de estudo, a construção de habilidades e raciocínio científico, como modo de

  • A fortalecer os valores de solidariedade e de compromisso com a transformação da sociedade”.
  • B preparar os estudantes para o exercício da cidadania, qualificando-os para o trabalho”.
  • C capacitar os alunos para atuarem num mercado de trabalho altamente competitivo”.
  • D formar a consciência crítica para fazer frente à realidade social injusta e desigual”.
  • E tornar o estudante solidário, crítico, ético e participativo”.

Vive-se hoje em uma sociedade globalizada, onde as informações são transmitidas rapidamente, quase na mesma velocidade em que são produzidas. Cabe à escola, na condição de instituição responsável pela formação do indivíduo:

  • A Substituir o professor pela máquina.
  • B Utilizar as ferramentas tecnológicas para estimular a competição e o individualismo.
  • C Garantir que os recursos tecnológicos sejam utilizados esporadicamente, pois é fundamental que as aulas expositivas estejam em primeiro lugar.
  • D Formar pessoas capazes de lidar com o avanço tecnológico.

Iskandar e Leal (2002) apontam que as mudanças nos questionamentos educativos e pedagógicos fizeram com que o positivismo e o socialismo mudassem suas configurações de abordagens. Ainda, segundo os autores, a discussão e o debate da pesquisa pedagógica impelem em um nível variado e diverso, onde seus modelos explicativos, métodos e objetivos estão ordenados de acordo com:

  • A o ambiente socioeconômico e histórico.
  • B a divisão de um elemento em duas partes, em geral contrárias.
  • C tendências psicológicas, sociológicas e científicas.
  • D a atividade pedagógica educativa posta em prática.
  • E o embate teórico e a contribuição de pensadores como Hegel – historicista, e Herbart – realista.

Ensinar com as novas mídias será uma revolução se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial.
José Moran. Mudar a forma de ensinar e de aprender: transformar as aulas em pesquisa e comunicação presencial virtual. In: Revista Interações, vol. V, São Paulo, 2000.
Considerando-se o fragmento de texto apresentado, é correto associar a referida mudança de “paradigmas convencionais do ensino” à substituição da

  • A tendência pedagógica tradicional pela tecnicista.
  • B tendência pedagógica tradicional pela libertária.
  • C tendência pedagógica tecnicista pela tradicional.
  • D tendência pedagógica libertária pela tecnicista.
  • E tendência pedagógica não diretiva pela tecnicista.