Questões de Traumas (Medicina)

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Em casos de acidentes botrópicos, a administração de antiveneno é essencial para o manejo clínico. Qual é a conduta correta em relação à classificação clínica e ao número de ampolas recomendadas para um quadro leve?

  • A de 4 a 8 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
  • B de 2 a 4 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
  • C de 12 a 20 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
  • D de 1 a 2 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
  • E de 8 a 12 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.

Paciente de 48 anos de idade, sexo masculino, vítima de acidente motociclístico, é levado por populares ao pronto-socorro.
Ao exame, sem capacete, torporoso, não responsivo, hipocorado 3+/4+, PA 87x39 mmHg, FC 132 bpm, FR 25 irpm, SatO2 88%. À inspeção há colapso jugular bilateral, além de grande equimose e crepitação sem enfisema subcutâneo em parede torácica esquerda. À percussão, macicez no hemitórax esquerdo.

Nesse caso, a conduta indicada é

  • A intubação orotraqueal com proteção cervical.
  • B ventilação por máscara com reservatório de O2.
  • C cricotireoidostomia cirúrgica com colocação de prótese traqueal.
  • D toracostomia com dreno tubular no 5º EIC esquerdo, na linha hemiaxilar.
  • E toracocentese de alívio no 2º EIC esquerdo, linha hemiclavicular anterior.

Assinale a alternativa correta em relação à conduta diante de uma criança politraumatizada com traumatismo cranioencefálico (TCE), com hipertensão Intracraniana (HIC).

  • A Deve-se intubar precocemente os pacientes com TCE e HIC, para promover a proteção da via aérea e realização de hiperventilação com manutenção do ETCO2 (medida do CO2 por capnografia) entre 20 e 25 para redução da pressão intracraniana.
  • B Deve-se intubar os pacientes com TCE e HIC com Glasgow menor ou igual a 8 para promover a proteção da via aérea e realização de hipoventilação controlada com manutenção do ETCO2 (medida do CO2 por capnografia) entre 45 e 50, para redução da pressão intracraniana.
  • C Deve-se intubar os pacientes com TCE e HIC com Glasgow menor ou igual a 8, para promover a proteção da via aérea e realização de normoventilação ou hiperventilação leve com manutenção do ETCO2 (medida do CO2 por capnografia) entre 30 e 35 para redução da pressão intracraniana.
  • D Não se deve intubar precocemente esses pacientes, mesmo que o Glasgow seja menor ou igual a 8, pois a intubação precoce associa-se a um risco maior de herniação do SNC pela bradicardia por reflexo vagal associada ao procedimento.
  • E Deve-se intubar precocemente, sem uso de sequência rápida de intubação, caso o Glasgow esteja menor ou igual a 8, pois o paciente já está com o nível de consciência rebaixado, sendo desnecessário uso de sedação e bloqueador neuromuscular.

Homem de 52 anos, vítima de acidente automobilístico, moto x carro. Foi encontrado desacordado, PA: 85 x 40 mmHg, FC: 70 bpm, FR: 12 mrpm, pele fria e pálida. Aparentemente sem fontes de sangramento externo.

  • A A causa do choque é decorrente de lesão parassimpática.
  • B A ausência de reflexo bulbo cavernoso neste paciente seria indicativo de um choque medular.
  • C A suspeita é de um choque neurogênico, por isso a hipotensão permissiva deve ser considerada.
  • D A succicinilcolina é a droga de escolha se houver a necessidade de entubação.

Atualmente, na análise primária da linha de cuidado de pacientes traumatizados, deve-se ter em mente a seguinte ordem de gravidade, podendo levar ao óbito:

  • A hipóxia > hemorragia interna > hipotermia > hemorragia externa.
  • B hipóxia > hemorragia externa > hemorragia interna > hipotermia.
  • C hipóxia > hipotermia > hemorragia externa > hemorragia interna.
  • D hemorragia externa > hipóxia > hemorragia interna > hipotermia.
  • E hemorragia externa > hemorragia interna > hipóxia > hipotermia.