Questões de Médico da Família (Medicina)

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A Insuficiência Cardíaca (IC (Insuficiência Cardíaca)) é uma via final comum de diversas cardiopatias. Para o manejo adequado, utiliza-se a classificação funcional da New York Heart Association (NYHA (New York Heart Association)), que se baseia na gravidade dos sintomas e na limitação da atividade física. Um paciente que apresenta sintomas de dispneia e fadiga aos esforços menores que os habituais (como tomar banho ou vestir-se), mas que se sente confortável no repouso, enquadra-se em qual classe funcional da NYHA? Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Classe I.
  • B Classe II.
  • C Classe III.
  • D Classe IV.
  • E Classe V.

A escala CHADS2-VASc é uma ferramenta validada para estratificação de risco de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial (FA) não valvar. Sobre os componentes e a interpretação desta escala, registre V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A presença de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) ou disfunção do ventrículo esquerdo (fração de ejeção ≤ 40%) confere 1 ponto na escala.
(__) A idade do paciente é um componente ponderado, onde a faixa etária de 65 a 74 anos confere 1 ponto, e a idade ≥ 75 anos confere 2 pontos.
(__) O sexo feminino é considerado um fator de risco e confere 1 ponto, independentemente da presença de outros fatores de risco.
(__) Um escore final igual a 0 em homens ou 1 em mulheres indica um risco tromboembólico baixo, no qual a terapia de anticoagulação oral geralmente não está recomendada, podendo-se considerar a antiagregação plaquetária ou nenhuma terapia.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

  • A F, V, F, F.
  • B V, V, F, V.
  • C V, F, F, V.
  • D F, V, V, F.

Um paciente de 58 anos, diagnosticado com hipertensão arterial sistêmica (HAS) estágio 1, sem lesões de órgão-alvo e com risco cardiovascular baixo, inicia tratamento não medicamentoso. Após seis meses de acompanhamento na Unidade de Saúde da Família, ele mantém níveis pressóricos médios de 145/95 mmHg, apesar da adesão às mudanças no estilo de vida. Considerando as diretrizes atuais para o manejo da HAS na Atenção Primária à Saúde (APS), qual procedimento deve ser adotado?

  • A Iniciar monoterapia com um diurético tiazídico em baixa dose, como a hidroclorotiazida, sendo esta a classe de fármaco preferencial para o início do tratamento em pacientes não complicados.
  • B Manter exclusivamente o tratamento não medicamentoso por mais seis meses, pois a resposta a estas medidas pode ser tardia, e a introdução de fármacos só é indicada para HAS estágio 2.
  • C Solicitar um Mapa de 24 horas (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) antes de iniciar qualquer terapia medicamentosa para descartar a hipertensão do avental branco, que é a causa mais comum de falha no tratamento inicial.
  • D Optar pela associação de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) com um betabloqueador, visando a um controle mais rápido e eficaz da pressão arterial.

No contexto da Atenção Primária, a suspeita e o diagnóstico precoce da tuberculose (TB) são essenciais para o controle da doença. Um paciente adulto apresenta tosse produtiva há quatro semanas. Qual dos seguintes procedimentos diagnósticos é recomendado como primeira escolha para a investigação de TB pulmonar neste paciente, segundo o Ministério da Saúde?

  • A Realizar o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) em uma amostra de escarro, por ser o método com maior sensibilidade e especificidade disponível na rede básica.
  • B Solicitar duas amostras de escarro para baciloscopia (uma coletada no momento da consulta e outra na manhã seguinte), independentemente do resultado da radiografia.
  • C Solicitar prova tuberculínica (PPD) e, se o resultado for reator, prosseguir com a investigação por meio de baciloscopia.
  • D Realizar radiografia de tórax e, se houver imagem suspeita, solicitar baciloscopia de escarro.

A espirometria é o exame padrão-ouro para o diagnóstico e classificação da gravidade da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Qual parâmetro espirométrico, medido após o uso de broncodilatador, é essencial para confirmar a presença de obstrução fixa ao fluxo aéreo, definindo o diagnóstico de DPOC?

  • A Pico de fluxo expiratório (PFE) inferior a 70% do valor previsto.
  • B Capacidade vital forçada (CVF) inferior a 80% do valor previsto.
  • C Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) inferior a 80% do valor previsto.
  • D Relação entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital forçada (VEF1/CVF) inferior a 0,7.