Ao compreendermos o desenvolvimento infantil como um processo historicamente situado, no qual dimensões cognitivas, afetivas e sociais se constituem de forma interdependente, a Psicologia da Educação afasta-se de explicações baseadas exclusivamente na maturação biológica ou em disposições individuais. Nessa perspectiva, a criança é entendida como sujeito ativo, cuja formação ocorre por meio das interações simbólicas mediadas pela linguagem, pela cultura e pelas práticas educativas. A partir dessas considerações, entende-se que o desenvolvimento infantil, no campo da Psicologia da Educação:
- A Decorre prioritariamente de estágios universais e invariáveis, nos quais os fatores sociais exercem influência secundária, cabendo à educação apenas acompanhar o ritmo natural de maturação do sujeito.
- B Constitui-se como um processo relacional e mediado, no qual as funções psicológicas se desenvolvem a partir das interações sociais, sendo a aprendizagem um elemento que reorganiza qualitativamente o desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança.
- C Resulta da adaptação progressiva da criança a estímulos externos, sendo a dimensão afetiva considerada acessória e pouco relevante para a organização das estruturas cognitivas ao longo da infância.
- D Pode ser explicado de forma satisfatória pela soma de capacidades intelectuais individuais, independentemente das experiências culturais e das relações estabelecidas nos contextos educativos formais e informais.