Questão 2 Comentada - Companhia de Desenvolvimento de Guaratinguetá - São Paulo (CODESG) - Assistente Administrativo - Instituto Consulplan (2019)

                             Olhar o vizinho é o primeiro passo


      Não é preciso ser filósofo na atualidade, para perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto desejamos. Sob a égide de uma moral individualista, o consumo e a concentração de renda despontam como metas pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro, do irmão, do próximo. Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação adversa, fazer a diferença. O que as pessoas que ajudam outras nos mostram é que basta querer, para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário para fazer uma doação. Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois, como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a esses filósofos da prática, ainda podemos colocar fé na humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e seguem esse caminho por puro amor, vocação e humanismo.

                                                    (Diário do Nordeste. Abril 2008. Com adaptações.) 



Sobre o texto, é INCORRETO afirmar que:
  • AFazer a diferença” significa não agir de modo individualista.
  • B A expressão “tirar os óculos escuros da indiferença” foi empregada no sentido denotativo.
  • C Em “Se não há dinheiro,...”, as palavras destacadas funcionam, respectivamente, como “conjunção condicional” e “advérbio de negação”.
  • D No trecho “não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal”, o acento grave, indicativo de crase, foi usado porque o verbo “dar” é transitivo direto e indireto.