Questões comentadas de Concursos para Analista Judiciário - Engenharia Elétrica

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A Administração Pública pretende adquirir medicamento destinado exclusivamente ao tratamento de doença rara, definida pelo Ministério da Saúde.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 14.133/2021, é correto afirmar que:

  • A é inexigível a licitação, sendo certo que o ato que autoriza a contratação direta ou o extrato decorrente do contrato deverá ser divulgado e mantido à disposição do público em sítio eletrônico oficial;
  • B é dispensável a licitação, sendo certo que o ato que autoriza a contratação direta ou o extrato decorrente do contrato deverá ser divulgado e mantido à disposição do público em sítio eletrônico oficial;
  • C a Administração Pública deverá realizar o procedimento licitatório, o qual, em razão da natureza do objeto do contrato, está sujeito a um rito simplificado e mais célere;
  • D a Administração Pública deverá realizar o procedimento licitatório, visando à obtenção da proposta mais vantajosa para o erário;
  • E é inexigível a licitação, desde que o valor do contrato não ultrapasse o montante de cem mil reais.

O primeiro bloco do texto 1 pode ser dividido internamente em três partes: uma contextualização, que apresenta uma situação de estabilidade na vida de Ernst Haeckel (parágrafos 1 e 2); uma ação complicadora, que apresenta uma mudança de rumo na vida de Haeckel (parágrafos 2 e 3); e uma avaliação, em que se comenta sobre a relevância atual dos estudos de Haeckel (parágrafo 4).

Do ponto de vista formal, essas três partes se distinguem pela predominância, respectivamente, de:

  • A pretérito imperfeito, pretérito perfeito e presente;
  • B discurso indireto, discurso direto e discurso indireto livre;
  • C frases declarativas, frases interrogativas e frases imperativas;
  • D função emotiva, função conativa e função poética;
  • E orações subordinadas, orações coordenadas e orações absolutas.

O texto 1 é uma reportagem de divulgação científica. Uma consequência desse fato na superfície textual é a presença abundante de linguagem conotativa, cuja função é tornar um assunto potencialmente difícil mais palatável para o leitor.

A única alternativa em que a palavra sublinhada NÃO tem sentido conotativo é:

  • A “Mas, dentre suas hipóteses de arrepiar os cabelos da Igreja, uma, em particular, sobrevive na biologia” (Texto 1, 4º parágrafo);
  • B “nós (e todos os animais da Terra) somos netos do Bob Esponja.” (Texto 1, 4º parágrafo);
  • C “como um núcleo para guardar o DNA, e usinas de geração de energia chamadas mitocôndrias.” (Texto 1, 7º parágrafo);
  • D “É de se imaginar que esse rabinho ficasse atrás, empurrando a célula” (Texto 1, 9º parágrafo);
  • E “que se uniram em uma muralha para aumentar a área de captação de comida.” (Texto 1, 11º parágrafo).

Do ponto de vista da sua organização estrutural, o texto 1 é dividido em três blocos: o primeiro vai do parágrafo 1 ao parágrafo 4 (e não tem título próprio); o segundo vai do parágrafo 5 ao parágrafo 12 (sob o título “Questões porosas”); e o terceiro vai do parágrafo 13 ao parágrafo 15 (sob o título “Carambolas”).

Cada um desses blocos se caracteriza, respectivamente, pela predominância do seguinte tipo textual:

  • A narração, narração e injunção;
  • B descrição, injunção e descrição;
  • C narração, exposição e exposição;
  • D descrição, narração e injunção;
  • E exposição, narração e narração.

A linguagem marcadamente informal do texto 1 não se manifesta apenas no vocabulário: ela se evidencia também pela presença de certas estratégias sintáticas e morfológicas.

A única alternativa em que a estratégia identificada NÃO corresponde, no contexto, a um uso informal é:

  • A emprego de estrutura com gerúndio, como se vê em “estudando animais marinhos” (Texto 1, 2º parágrafo);
  • B emprego de adjetivo formado por abreviação vocabular, como se vê em “Deprê e niilista” (Texto 1, 3º parágrafo);
  • C emprego do sufixo de aumentativo “-ão”, como se vê em “seres vivos grandões” (Texto 1, 7º parágrafo);
  • D emprego do sufixo de diminutivo “-inho”, como se vê em “com o cone e o rabinho para frente” (Texto 1, 9º parágrafo);
  • E emprego da construção “dar para”, como se vê em “dá para encontrar um fóssil mais antigo” (Texto 1, 14º parágrafo).