Questões de Platão e o Mundo das Ideias (Filosofia)

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Acerca do conhecimento humano, Platão afirmou no diálogo Teeteto:

“Disse essa pessoa que conhecimento é opinião verdadeira acompanhada de explicação racional, e que sem esta deixava de ser conhecimento”.

Fonte: PLATÃO. Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1968. p. 201c.

Com base na passagem citada, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) O conhecimento exige que a crença seja verdadeira, mas a justificativa é dispensável, desde que haja convicção.
( ) O conceito de opinião verdadeira, sem justificativa, não é suficiente para caracterizar o conhecimento da realidade empírica na perspectiva de Platão.
( ) A explicação racional desempenha um papel fundamental na distinção entre conhecimento e opinião no pensamento platônico.

A sequência correta é

  • A V – F – V.
  • B V – F – F.
  • C F – V – V.
  • D F – V – F.
  • E F – F – V.

Para Platão, o homem tende à socialização, ou seja, é naturalmente que os homens se unem para formar uma cidade e, desse modo, satisfazerem mais facilmente suas necessidades. A igualdade entre os homens, de acordo com Platão, não existe, e isto é para ele mais um traço da natureza humana. A propriedade é um dos fatores necessários para entender a questão da desigualdade. Há que se notar que Platão, por meio da proibição da propriedade, tenta, de uma certa forma, sanar a desigualdade social. No entanto, em seu estado ideal, ele instaura classes sociais que não devem intrometer-se umas nas outras, pois, sendo uns superiores e outros inferiores, devem permanecer em seu lugar, exercendo a função que lhes fora designada por natureza.
(Cristiane Aparecida Barbosa. “A desigualdade nos clássicos políticos: de Platão a Rousseau”. Educação e Filosofia, 2004. Adaptado.)

Em sua obra A República, Platão discute a noção de justiça e como ela se manifesta tanto na cidade ideal como nos indivíduos. Essa discussão apresenta o impasse indicado no excerto, a partir do qual a noção de desigualdade é

  • A o principal reflexo da democracia direta.
  • B uma condição inerente aos humanos.
  • C amenizada pelo acesso à propriedade.
  • D a causa de ataques entre os homens.
  • E gerada pela ação dos governantes.

Segundo Pierre Hadot, "é sob a influência da personalidade e do ensinamento de Sócrates que Platão há de conferir, no Banquete, à palavra filósofo, e, portanto, também à palavra filosofia, um novo sentido”

HADOT, P. O que é Filosofia Antiga. São Paulo: Loyola, 1999. p. 69.

Qual é esse novo sentido a que se refere Hadot?

  • A O filósofo passa a ser considerado um bom juiz nos assuntos humanos e, por isso, é visto como alguém feliz.
  • B A filosofia assume um significado mais amplo, abrangendo toda a cultura geral, desde as especulações pré-socráticas até a retórica.
  • C A filosofia é definida como a habilidade de lidar com os outros, muitas vezes sendo confundida com astúcia.
  • D O filósofo é descrito como alguém atraído por uma sabedoria da qual é ao mesmo tempo privado.

Em A República, Platão constrói a sua visão sobre a justiça após assumir os desafios levantados por Trasímaco, no Livro I, e depois por Gláucon e Adimanto, no Livro II.
Em relação à discussão sobre a justiça que Platão desenvolve nessa obra, é correto afirmar que:

  • A Platão defende que a justiça deve ser benéfica para a pessoa justa, tanto em sua relação com a sua cidade quanto em sua relação consigo mesma.
  • B Platão admite que o argumento do Anel de Giges, apresentado por Gláucon, demonstra que a justiça nem sempre é preferível à injustiça.
  • C Platão concorda com seus interlocutores que a origem da justiça reside na cidade, surgindo como um acordo social mutuamente benéfico.
  • D Platão endossa a visão de Trasímaco que a justiça só será benéfica para um indivíduo fraco no contexto de uma cidade justa.

Para explicar a arte e a vida na Grécia Antiga, o filósofo Friedrich Nietzsche, na obra o Nascimento da Tragédia, partiu da oposição entre o espírito apolíneo e o espírito dionisíaco.
Marque V, para verdadeiro, e F, para falso, nas sentenças que tratam sobre os aspectos apolíneos e dionisíacos segundo a filosofia nietzschiana:

( ) O espírito apolíneo domina as artes plásticas (figurativas) e o espírito dionisíaco domina a música (artes não-figurativas).
( ) O espírito apolíneo prima pela ebriedade e pela exaltação entusiástica.
( ) Graças ao espírito dionisíaco, os gregos antigos conseguiram suportar a existência, tornando o horror da vida em algo aceitável.
( ) A filosofia socrático-platônica, ao pretender dominar racionalmente a vida, eliminou o espírito dionisíaco da Grécia Antiga.
( ) A valorização da racionalidade e a repressão da dimensão dionisíaca foram responsáveis pela produção de um gênero humano forte, feliz e criativo.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

  • A V - V - V - F - V.
  • B F - V - F - V - V.
  • C V - F - V - V - F.
  • D F - F - F - V - F.