Resumo de Filosofia - O que é filosofia

Campo que organiza, estimula e produz conhecimento


Apresentar uma resposta para a questão “o que é filosofia” não é uma tarefa fácil. Isso acontece porque esse questionamento constitui um problema filosófico. E, desse modo, só pode ser respondido a partir da investigação racional, que não conduz a uma resposta universal. Sendo assim, encontramos respostas diferentes no pensamento de cada intelectual que se propôs a encará-lo, bem como nos paradigmas apresentados pelas diferentes escolas filosóficas
Desse modo, podemos afirmar que não existe uma única resposta capaz de definir o que é filosofia. Essa multiplicidade é característica desse campo do saber, cuja proposta é estimular a produção do conhecimento. E para cumprir com essa missão, os filósofos não só apresentam respostas para os problemas que fazem parte do contexto em que vivem, como também lançam novos questionamentos. Desse modo, eles mantêm o circuito da produção intelectual em constante atividade. 


Problemas em tentar definir o que é filosofia 


Desde o surgimento da filosofia como campo de conhecimento, as tentativas de responder em que ela consiste aparecem de diferentes formas, tanto na escrita, como na forma de pensar e se colocar no mundo adotada por algumas escolas filosóficas. A origem do termo filosofia é atribuída a Pitágoras de Samos. Ele criou a palavra a partir da junção de , cujo significado é amor ou amizade, com , traduzido como sabedoria. Desse modo, etimologicamente, esse seria o campo dos amantes da sabedoria. 
A segurança presente na origem do termo, contudo, não é observada quando pensamos na prática filosófica. Entretanto, é na filosofia antiga, que tem origem na Grécia Antiga, que reside as influências usadas pela maior parte dos filósofos para responder o que é filosofia. Esse campo do conhecimento surge quando os primeiros pensadores começam a romper com as explicações para a origem do universo apresentadas pela mitologia e passam a buscar explicações racionais para os fenômenos do mundo. 
Nesse sentido, podemos afirmar que a essência que reside no nascimento da filosofia é a busca por respostas racionais para a origem do mundo. E nos dias atuais? Ainda podemos usar essa essência para definir o que é filosofia? Se observarmos as questões que são enfrentadas pelas diferentes escolas, verificamos que o problema filosófico muda, mas que o uso da razão para resolvê-los é uma constante. 
Por esse motivo, não é possível definir esse campo do conhecimento pelas questões a que se dedica. Essa talvez seja a razão pela qual Kant afirma que “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”. E se pensamos nela como forma de organizar, estruturar e movimentar o pensamento, afirmar o que é filosofia utilizando parâmetros universais se constituiria como uma contradição para a própria filosofia. Isso porque ele é problematizadora, não oferece respostas exatas e fixas às suas questões. É assim que ela mantém o ciclo da produção do conhecimento ativo. 

Como a filosofia está presente no dia-a-dia? 


O caráter racional e questionador da filosofia faz com que, muitas vezes, crie-se uma noção de que filosofar é uma atividade restrita às pessoas que possuem elevado desenvolvimento intelectual. Esse entendimento faz com que as pessoas se afastem desse campo do conhecimento e até mesmo criem barreiras antes de se dedicar a conhecê-lo. Contudo, se nos atermos à etimologia da palavra, percebemos que o ato de filosofar deve permear a vida de todo aquele que rejeita a ignorância. 
E ele está presente sempre que há o desejo de aprendizado e descobertas. Desse modo, formular questões se constitui como um ato filosófico mais importante que apresentar respostas. Essa teorização aparece no pensamento de Karl Jaspers, para quem “As perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transforma-se em uma nova pergunta”. Sendo assim, afirmar o que é filosofia é menos importante do que questionar o que é filosofia, pois alimenta o fazer filosófico. 
Por ser essencialmente questionadora, a principal expressão da filosofia no cotidiano está ligada à capacidade de pensar criticamente. Por meio do pensamento crítico, somos habilitados a tomar decisões conscientes, pautados na racionalidade. E, desse modo, interagimos de uma maneira mais saudável com os outros e com o mundo. 
O conhecimento filosófico também apresenta instrumentos para lidar com questões que atravessam a humanidade em dimensões mais amplas, como a morte, o amor e até mesmo o sentido da vida. Desse modo, as produções pautadas na racionalidade são úteis para todos aqueles que rejeitam a existência de seres divinos, bem como as explicações para os fenômenos do mundo baseados em sua atuação. 
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