Resumo de Filosofia - Filosofia Política

Corrente Filosófica que analisa a convivência humana e as relações de poder

A filosofia política é uma vertente filosófica que tem por objetivo entender as questões da convivência humana em todos os seus aspectos, principalmente a relação que existe entre os grupos humanos e as instituições de poder. 
Na prática, a filosofia política busca entender os elementos que norteiam a sociedade, como os conceitos de justiça, governo, liberdade, pluralismo, a natureza do estado, iniciativa privada, direito a propriedade, a vida, defesa pessoal. 
De um modo geral, essa corrente filosófica questiona como se dão essas interações sociais e qual o papel das instituições dentro do acordo social. Desse modo, a filosofia política está sempre se questionando sobre o que é o governo e qual o seu papel, por que ele é necessário, como o governo deve assegurar os diretos, quando ele é legítimo e tantas outras questões.

Como essa corrente filosófica surgiu


A filosofia política surgiu durante a Antiguidade Clássica, ela foi criada pelos gregos que tinham como objetivo sanar as questões que envolviam as relações humanas e a vivência coletiva. Os gregos sempre foram conhecidos por serem muito inquietos e reflexivos e através da filosofia eles buscavam encontrar as respostas para os muitos mistérios da vida. 

Durante muito tempo, a filosofia grega se dedicou aos fenômenos da natureza. Em seguida, as reflexões filosóficas tinham o homem como seu objeto de estudo. Nesse período, despontaram as figuras de Sócrates, Aristóteles e Platão. 

Sócrates desenvolveu a filosofia socrática, que tinha como tema central as relações humanas, o que também englobava as relações de poder, principalmente no campo da política. Por conta das suas críticas, Sócrates foi considerado e subversor e condenado à morte. Felizmente, o trabalho do filósofo não parou. Um de seus grandes seguidores, Platão, deu continuidade a filosofia socrática e também contribuiu para essa área do conhecimento. Em sua obra “A República”, Platão aborda sobre a necessidade de se ter uma sociedade justa e aponta os caminhos para isso. 


Embora a obra de Platão tenha reverberado muito, foi Aristóteles quem se destacou no campo da política grega, fornecendo o modelo de democracia dos gregos. A partir de então, havia a possibilidade maior participação nas decisões políticas, mesmo de forma limitada. Na Grécia Antiga, só os homens, gregos, e maiores de 21 anos podiam participar das reuniões na ágora, local onde os debates políticos eram realizados.


Podemos perceber que as reflexões sobre o relacionamento humano e as suas formas de fazer política existem há mais de dois mil anos. Graças a esse conhecimento, que tem se atravessado o tempo, podemos ter uma noção sobre organização e limites do estado, relações de poder, economia, política, justiça, direito, participação, condição social e tantos outros.

Principais nomes da Filosofia Política

A filosofia política recebeu contribuição de diversos autores, mas os que tiveram maior destaque foram: Aristóteles, que escreveu uma das obras mais importantes sobre o tema, Nicolau Maquiavel e Jean-Jacques Rousseau.


Aristóteles
Segundo o pensamento do autor, a vida em comunidade é intrínseca à natureza humana e isso é uma das características que fazem dos homens e das mulheres seres humanos. Em sua obra “A Política”, Aristóteles explica que a finalidade da vida humana é ser feliz e fazer os outros felizes, o que torna o homem em um “animal político”, já que ele precisa viver em comunidade.


Nicolau Maquiavel
O filósofo é conhecido como o fundador do pensamento e da ciência política moderna, seus estudos rompem com a compreensão europeia de filosofia política. através das obras “O Príncipe” e “Os Discursos”, Maquiavel afirma que o bem e o mal são meios de se chegar a um fim desejado.  Diferente de Aristóteles, que acreditava que a política e a ética deviam ser aliadas, Maquiavel pensava no sentido mais prático da situação. A moral e a religião não deviam afetar o fazer político. Por isso, os atos dos governantes não poderiam ser classificados em bons ou maus, apenas seus objetivos deveriam ser analisados.


Jean-Jacques Rousseau
Rousseau também se destacou na filosofia política através de sua obra “O contrato Social”, publicada em 1762. Para o filósofo a relação entre os governantes e a sociedade se dá através de um contrato, no qual, a primeira parte (governantes) se responsabiliza por fazer as leis e fiscalizá-las e a segunda parte (sociedade civil) abre mão da “liberdade” para poder viver bem em comunidade.

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