Questões de Filosofia

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Ética é a parte da filosofia que aborda os princípios da moral. Ser ético é ser correto e idôneo perante a sociedade como um todo, ser correto perante o paciente e as situações.

(http://www.crefito1.org.br/codigo_de_etica.html)


Em conformidade com o Código de Ética do CREFITO - analise o seguinte: Art. 9º. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional fazem o diagnóstico fisioterápico e/ou terapêutico ocupacional e ______________________________.


Marque a alternativa com os dados que completam o sentido do Art. 9º.

  • A Elaboram o programa que defende o postulado ético profissional instituído pelo CREFITO
  • B Elaboram o programa de tratamento e estendem os procedimentos terapêuticos para acompanhamento domiciliar
  • C Elaboram o programa de tratamento
  • D Elaboram os programas de tratamento que são restritos aos procedimentos clínico-hospitalares

No texto do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty é estabelecida uma conexão entre as relações sociais e a racionalidade dos indivíduos:

A sociedade humana não é uma comunidade de espíritos racionais, só se pode compreendê-la assim nos países favorecidos, em que o equilíbrio vital e econômico foi obtido localmente e por certo tempo.

Maurice Merleau-Ponty, Fenomenologia da percepção, p.89. 


Qual sentença, se tomada como verdadeira, reforça a posição exprimida pelo filósofo no trecho? 

  • A A racionalidade é uma potência espiritual que se impõe sobre as circunstâncias históricas.
  • B O equilíbrio vital e econômico é uma força irracional que se contrapõe aos espíritos racionais.
  • C Nos países favorecidos, as pessoas são naturalmente mais racionais.
  • D A racionalidade das relações sociais depende da estabilidade de circunstâncias históricas.
  • E Os espíritos racionais são responsáveis pelo equilíbrio vital e econômico dos países favorecidos.

“Pois uma estátua não é apenas um documento histórico. Ela é sobretudo um dispositivo de celebração. Como celebração, ela naturaliza dinâmicas sociais, ela diz: ‘assim foi e assim deveria ter sido’. Um bandeirante com um trabuco na mão e olhar para frente é a celebração do ‘desbravamento’ de ‘nossas matas’. [...] Quando a ditadura militar criou o mais vil aparato de crimes contra a humanidade, dispositivo de tortura de Estado e assassinato financiado com dinheiro do empresariado paulista, não por acaso seu nome foi: Operação Bandeirante. Sim, a história é implacável. Como disse no início, o passado é o que não cessa de retornar.”

SAFATLE, Vladimir. Do direito inalienável de derrubar estátuas. In: El país, em 26-07-2021. Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-07-26/do-direito-inalienavel-de-derrubar-estatuas.html.


Nas passagens acima citadas de seu artigo de opinião, o filósofo Vladimir Safatle faz uso, por duas vezes, do conceito de dispositivo. Sobre este conceito, formulado por Michel Foucault (1926-1984), é correto afirmar que

  • A expressa uma forma de poder que se opõe aos sujeitos e às formas de constituição de subjetividade.
  • B são práticas, as mais diversas, que atuam na constituição, no controle e na dominação dos sujeitos.
  • C é sempre um instrumento de exercício de violência física do poder contra os dominados.
  • D mostra como o poder atua somente simbolicamente, conduzindo a uma dominação consentida.

“O comportamento efetivo, ativo do homem para consigo mesmo na condição de ser genérico, ou o acionamento de seu ser genérico como um ser genérico efetivo, na condição de ser humano, somente é possível porque ele efetivamente expõe todas as suas forças genéricas – o que é possível apenas mediante a ação conjunta dos homens, somente enquanto resultado da história –, comportando-se diante delas como frente a objetos.”

Marx, K. Manuscritos Econômico-filosóficos. Trad. bras. Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004, p. 22 – Adaptado.


Considerando a citação acima, é correto afirmar que

  • A a história resulta da atividade prática pela qual o homem, em relação com outros, desenvolve-se como gênero humano.
  • B o homem, na história, é determinado por forças, estranhas a ele, que o conduzem em direção a uma ação genérica.
  • C as forças genéricas são o resultado de forças exteriores ao homem postas como objetos frente a ele.
  • D a história resulta da relação que os homens, isoladamente, estabelecem com os objetos que a natureza lhes impõe.

“Havia duas festas anuais nas quais se encenavam tragédias. [...] A representação era prevista e organizada sob o patrocínio do Estado, pois era um dos altos magistrados da cidade quem se incumbia de escolher os poetas e de selecionar os cidadãos ricos, encarregados de cobrir todas as despesas. [...] Consequentemente, esse espetáculo adquiriu as características de uma manifestação nacional. Esse fato explica com clareza certos aspectos da inspiração dos autores de tragédia. Eles se dirigiam sempre a um grande público, reunido numa ocasião solene: é normal que eles quisessem atingi-lo e interessá-lo. Eles escreviam na qualidade de cidadãos que se dirigiam a outros cidadãos.”

ROMILLY, J. A tragédia grega. Trad. bras. Ivo Martinazzo.

Brasília: Ed. da UNB, 1998, p. 14-15.


Essa tese de Jacqueline de Romilly (1913-2010) sobre a origem e as características da tragédia grega pode ser relacionada à tese de Jean-Pierre Vernant sobre a origem e as características da filosofia grega no seguinte: assim como a tragédia, a filosofia

  • A é organizada pela polis e financiada pelos cidadãos mais ricos dela.
  • B é objeto de concursos anuais previstos no calendário da polis.
  • C nasce no contexto da polis, caracterizada pela igualdade entre cidadãos.
  • D busca chamar a atenção dos cidadãos da polis, com temas populares.