Resumo de Filosofia - Lógica Aristotélica

Uma ferramenta de raciocínio

Entende-se por Lógica Aristotélica o sistema lógico criado por Aristóteles, ele foi o responsável pelo primeiro estudo formal do raciocínio. Para quem não está familiarizado com o assunto, o raciocínio lógico é um método utilizado para organizar o pensamento de acordo com as normas lógicas e, a partir daí, concluir uma questão ou resolver um enigma. Ele se divide em três tipos: dedução, indução e abdução. 
Atualmente, as questões envolvendo o raciocínio são muito cobradas nos vestibulares e concursos. Quem domina esse sistema sempre consegue resolver as avaliações com mais facilidade e ainda garante boas pontuações. Mesmo sendo praticada no campo das ciências exatas, essa ferramenta teve início na filosofia. 
Inicialmente, Aristóteles, um filósofo da Grécia Antiga desenvolveu alguns princípios centrais para a sua lógica aristotélica: a lei da não-contradição e a lei do terceiro excluído. A primeira diz que nenhuma afirmação pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo, a segunda diz que qualquer afirmação da forma *P ou não-P* é verdadeira
Inicialmente, as questões envolvendo o raciocínio lógico podem parecer confusas, mas aos poucos elas se tornam mais fáceis de serem assimiladas. Quer entender um pouco mais sobre a lógica aristotélica e como ela funciona? Continue a leitura!


O Silogismo na Lógica Aristotélica


A lógica aristotélica é baseada no silogismo, um sistema argumentativo baseado em proposições que levam a uma conclusão. Nesse caso, a lógica aristotélica não se preocupa em validar as proposições ou a conclusão, mas observar como as premissas foram concluídas. Ela busca identificar o que faz o silogismo ser verdadeiro. 

 
O silogismo é composto por três proposições: premissa maior, menor e a conclusão. Para entender melhor como o sistema funciona, vamos ver no exemplo a seguir:


Todos os homens são mortais.
Sócrates é homem,
Logo,
Sócrates é mortal.


Agora analisando as proposições:


Todos os homens são mortais – premissa universal afirmativa, a proposição inclui todos os seres humanos.
Sócrates é homem – premissa particular afirmativa, referindo-se apenas a Sócrates.
Sócrates é mortal – conclusão, premissa particular afirmativa.


Dessa forma, dá para identificar que na lógica aristotélica, o silogismo é composto por no mínimo duas proposições, das quais se extrai uma conclusão. Assim, entre as premissas, deve haver um termo que médio, que deve ser sujeito da premissa 1 ou predicado da premissa 2.


Exemplo:
A é B
C é A
Logo, B (termo maior) é C (termo menor)


Na proposição, o termo médio é o A, que aparece como sujeito em uma frase e predicado na outra. Perceba que ele não surge na conclusão, pois ela foi feita através de uma dedução extraída da relação entre as premissas. 


Mais um exemplo:
P1 – Todos os mamíferos são mortais
P2 – Todos os gatos são mortais
C – Logo, todos os gatos são mamíferos


Percebeu algo diferente? É que nesse caso, embora as premissas e a conclusão sejam verdadeiras, elas não foram extraídas por meio de dedução. Como não estavam adequadas, elas não possuem relação com a conclusão. 


A análise desse exemplo seria a seguinte:
A é B
C é B
Logo, A é C, o que indica falácia. Nesse exemplo, o termo médio não faz ligação entre os demais. 


Quem busca entender um pouco mais sobre o assunto precisa estar atento para a forma com que as premissas estão dispostas, pois a lógica se baseia nisso. Assim como o silogismo pode apresentar argumentos verdadeiros que levam à conclusões verdadeiras, esses mesmos argumentos podem levar à conclusões falsas, o que chamamos de falácia. Segundo Aristóteles, a falácia é qualquer raciocínio falso que simula a verdade. 


Observe como ela funciona através do enunciado abaixo:


Todos os sucos são feitos com água doce – premissa universal afirmativa
O rio é feito de água doce – premissa universal afirmativa
Logo, o rio é um suco – conclusão = premissa universal afirmativa


Para não se enganar com esse tipo de raciocínio, lembre-se que as proposições, como juízo, devem seguir algumas regras fundamentais:


Princípio de Identidade: A é A;
Princípio de não contradição: é impossível A ser A e não -A ao mesmo tempo;
Princípio do terceiro excluído: A é y ou não-y, não há terceira possibilidade.


Assim, a veracidade ou falsidade são identificadas pelas proposições, que se classificam em:


Afirmativas: A é B;
Negativas: A não é B;
Universais: Todo A é B (afirmativa) ou Nenhum A é B (negativa);
Particulares: Alguns A são B (afirmativa) ou Alguns A não são B (negativa);
Singulares: Este A é B (afirmativa) ou Este A não é B (negativa).


As proposições também podem ser:


Necessárias: quando o predicado está incluso no sujeito (Todos os homens são maus);
Não necessárias ou impossíveis: o predicado jamais poderá ser atributo de um sujeito (Nenhum homem é mau);
Possíveis: o predicado pode ou não ser atributo (Todos os homens são iguais).

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