Resumo de Antropologia - História da Antropologia

Conheça alguns eventos importantes para o processo de construção dessa ciência


A história da antropologia - ou melhor, das atividades que mais tarde viriam a constituir o fazer antropológico - tem início com as grandes navegações. O movimento de colonização que acontece naquele período coloca diferentes povos e culturas em relação. E, nesse momento, são produzidos os primeiros relatos e descrições sobre o modo de vida dos povos até então desconhecidos.
Desse momento até os dias atuais o modo de fazer pesquisas e descrições antropológicos sofreram muitas modificações. Ao longo da história da antropologia, ocorram diversas alterações nos paradigmas para investigação, sobretudo na forma de ver a cultura do outro. Essas mudanças de paradigmas são expressas nas escolas antropológicas. 

Conhecendo a história da antropologia 


A antropologia como ciência não se inicia com as descrições dos povos nativos feitas pelos europeus durante o período da colonização. Contudo, esse é um dos principais antecedentes da história da antropologia, pois, nesse momento, já é possível identificar uma atenção a aspectos como língua, religião, modo de vida e cultura de outros povos. É bem verdade também que, nesse período, a visão construída acerca desses povos era carregada de hierarquia
Os povos nativos eram vistos como inferiores, “não civilizados” e profanos. E essa pretensa inferioridade era utilizada, inclusive, como justificativa para o processo de colonização. A existência de culturas “primitivas” e “civilizadas” também esteve presente na antropologia durante o século XIX, quando o Darwinismo Social era uma corrente forte na ciência. Para os adeptos desse pensamento, havia a possibilidade de que uma sociedade primitiva se tornasse civilizada. 
É com a publicação do livro "Regras do Método Sociológico", de Émile Durkheim, que a história da antropologia tem início oficialmente. No livro, o sociólogo define o conceito de fato social. E, ao fazê-lo, estabelece os limites de atuação da sociologia e, por exclusão, os da antropologia. Essa ciência deveria se incumbir do estudo do homem, observando os seus aspectos culturais, físicos e históricos



Marcos na história do pensamento antropológico 


Ao longo da história da antropologia, os aspectos culturais dos grupos humanos foram observados sob diferentes perspectivas. Obviamente, as mudanças de paradigmas para realização de pesquisas antropológicas não significam a criação de um discurso hegemônico na ciência, mas desde o período das grandes navegações e posterior darwinismo social, outras correntes de pensamento foram observadas na ciência. 
Dentre elas, tem destaque a corrente funcionalista. Para os antropólogos que integram a escola antropológica de mesmo nome, as diferentes sociedades assim o são pois possuem funções distintas. Segundo essa perspectiva, cada grupo social exerce uma função específica que se relaciona com as executadas pelos outros grupos dentro de um sistema maior. 
Outro marco importante na história da antropologia é a publicação do livro “Tristes Tópicos” (1955), de Claude Lévi-Strauss. O título é considerado a obra inaugural da antropologia estrutural, escola antropológica que busca identificar as estruturas culturais presentes na mente humana. Nesse sentido, estabelece a distinção entre natureza e cultura e investe nas pesquisas sobre a linguagem e sistemas de signo. 

História da antropologia no Brasil 


O desenvolvimento da antropologia no Brasil é fortemente marcado pelo desejo europeu de entender a cultura indígena que, nesse período, era vista como “exótica”. É somente a partir da década de 1960 que os antropólogos começam a investir outras culturas e grupos identitários existentes na sociedade brasileira. A história dessa ciência no país pode ser dividida em três fases distintas: os pioneiros, período formativo e fase contemporânea. 
Os pioneiros – esse é o período compreendido entre os anos de 1835 e 1933. Durante esse momento histórico, a presença de antropólogos brasileiros era irrisória. As investigações eram realizadas, sobretudo, por europeus em expedições temporárias pelo território brasileiro. Entre os brasileiros dessa época, destaca-se os nomes de Barbosa Rodrigues, Nina Rodrigues e Roquette-Pinto
Período formativo – coincide com a fundação da Universidade de São Paulo. A instituição se converteu como importante centro de formação da elite nacional. Para isso, foram selecionados diversos intelectuais europeus que compuseram o quadro de pensadores da instituição e formaram grande parte dos antropólogos brasileiros. Notadamente, será em São Paulo que encontraremos a maior parte dos antropólogos da época. Entre os destaques estão: Schaden, Willems, Fernandes e Mussolini. 
Fase contemporânea - têm início no ano de 1955 e se estende até os dias atuais. Nesse período, são observadas grandes transformações no campo de pesquisa brasileiro. Um dos marcos é a fundação da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), que ao longo do tempo vai perdendo, cada vez mais, seu caráter elitista e dando lugar a uma instituição democrática, na qual é possível o ingresso de pessoas da graduação e pós-graduação. 
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