Resumo de Filosofia - Falácia

Utilizada para manipular e entreter 

A falácia é um tipo de argumento utilizado com a intenção de parecer correto, porém quem opta por esse recurso geralmente omite algumas informações por trás do discurso. Por definição, a falácia se refere a qualquer ideia equivocada ou falsa crença em algo. Como, por exemplo, na frase “nenhum homem presta”. Ora, por mais que muitas pessoas tenham tido experiências negativas com pessoas do sexo masculino, esse argumento não pode ser utilizado para generalizar ou afirmar que todos os homens sempre se comportarão da mesma forma. 
Em sua maioria, a falácia é construída a partir de uma narrativa bastante inconsistente. Além de conter construções extremamente preconceituosas. Na busca por criar uma argumentação adequada para esconder a verdade, o conteúdo falacioso possui estruturas bastante sensíveis, embora seja convincente à primeira vista, através de uma análise minuciosa ele pode ser facilmente identificado. 
Muitas vezes a falácia também é chamada de sofisma, que pode ser entendida como um raciocínio criado de forma maliciosa com o objetivo de enganar o ouvinte. Há também os paralogismos, que são raciocínios falsos, mas diferente da falácia e dos sofismas, estes são feitos de forma não intencional. Para poder identificá-las, as falácias foram divididas e classificadas em dois grupos: formais e não formais. 
  • Falácias formais

São as que dizem respeito a um tipo de raciocínio. Esse tipo de falácia está no campo da lógica. Temos como exemplo:


Quando chove, a grama fica molhada.
A grama está molhada hoje. Logo, choveu. 

Nesse exemplo, o contexto ou outros fatores que podem ter influenciado o fato não são considerados. Nem sempre a grama estará molhada porque choveu, pode ser que alguém tenha molhado a grama. 
  • Falácias não-formais
As falácias não formais também são consideradas como erros de raciocínio lógico. Às vezes provocada por falta de conhecimento no assunto, por problemas de atenção e até mesmo feita de forma maliciosa, com duplo sentido. Observe o exemplo:
Todos as casas são plantas.
Todas as plantas têm folhas.
Portanto, todos os prédios têm folhas
Neste exemplo a falácia não formal foi criada por causa da ambiguidade que existe na palavra “planta”, que pode ser usada para se referir a uma espécie de vegetal ou a um projeto de um terreno. Dentro dessa mesma classificação, existem outros subgrupos que foram se ramificando ao longo do tempo. Aristóteles, um dos filósofos responsáveis pela conceituação do termo, dividiu a em dos grupos: , que fazem referência ao modo de se expressar, e , que são aquelas independentes do modo de expressão. Ao longo do tempo a escolástica definiu novas classificações para além do sistema formal e não formal. 


Outros tipos de falácia


O norte-americano Irving M. Copi, filósofo que escreveu “Introdução à lógica” estabeleceu uma sistematização das falácias, e as separou em dois grandes grupos: falácias de relevância ( ou argumento contra o homem, , que quer dizer argumento por ignorância, , que significa apelo à autoridade e , ou argumento ao povo) e falácias de ambiguidade, compõem esse grupo a falácia do equívoco, falácia da ênfase, da composição e a anfibiologia. 


Esse tipo de falácia tem por objetivo atingir a pessoa que expressou (contra o homem) o argumento. Um exemplo:
Quando alguém diz: Sou a favor da descriminalização das drogas.
A pessoa que ouve a frase responde: Só sendo uma usuária de drogas para ser a favor dessa ideia.


Perceba que a resposta não está embasada em algum argumento que comprove os malefícios da descriminalização das drogas, mas busca atingir de forma pessoal quem a enunciou.



Essa é uma falácia lógica que busca comprovar que algo pode ser falso ou verdadeiro a partir de uma ignorância anterior sobre aquele tema.
Esse tipo de falácia possui a seguinte estrutura lógica:


Não conheço X ou sobre X;
Portanto, X não existe ou não serve.
Exemplo: Não há mais acusações de corrupção, isso porque, não existe corrupção no Brasil.



Consiste em validar um argumento em cima da reputação de alguém. A conclusão desse raciocínio se baseia tão somente na credibilidade de quem a expõe ou pratica uma ação. 


Exemplo: O cantor Zeca Pagodinho consome bebidas alcoólicas. Logo, ingerir bebidas alcóolicas deve ser algo bom.


Fora os efeitos de relaxamento que o consumo do álcool pode trazer, esse raciocínio deixa de lado situações prejudiciais causadas pela bebida, como acidentes de trânsito, risco de câncer, violência.  Há também o fato de que mesmo sendo um cantor de relevância no cenário nacional, ele não é uma referência na área da saúde. 

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