Resumo de Filosofia - Estoicismo

A escola estoica teve forte influência na Civilização Romana

O Estoicismo é uma escola de filosofia datada de 2300 anos. Os estoicos ensinam como viver uma boa vida, a partir de ações práticas e mentais como, manter o foco nas coisas que podem ser controladas. As ideias difundidas por essa escola filosófica ajudam a lidar com o estresse e a ansiedade, tratar a insegurança, indisposição, cansaço, sentimentos e sensações de negatividade. Quem pratica o estoicismo também aprende a manter o autocontrole, independentemente da situação, pois com uma mente calma, focada no que pode ser feito, é possível atravessar qualquer circunstância. 
Um outro ponto importante dessa corrente filosófica é que os estoicos valorizam muito mais as ações do que as palavras e não fazem distinção social. A sua preocupação está em coisas que realmente importam como, por exemplo, as adversidades do dia a dia, as emoções negativas, os desafios enfrentados no cotidiano e principalmente em como trabalhar o cérebro para que ele reaja de forma racional a isso tudo. Por tratar de questões atemporais, essa é uma filosofia que é valorizada até hoje. 

Origem do Estoicismo

Essa doutrina surgiu na Grécia Antiga, no século IV a.C, durante o período helenístico (III e II a.C). Baseado nas leis da natureza, o estoicismo foi fundado pelo filósofo grego Zenão de Cítio ou Zênon de Cítion (333 a.C – 263 a.C), e perdurou até III d.C, espalhando-se não só pela Grécia mas em Roma também.
A história de Zenão e da criação dessa doutrina é muito curiosa. De acordo com os achados históricos, Zenão era um mercador fenício que trabalhava transportando mercadorias pelo mar. Um certo dia, o navio que o levava da Fenícia naufragou e ele perdeu tudo. Como ele vivia do comércio, o acidente lhe causou muitos prejuízos, mas ao mesmo tempo, mudou completamente sua história.
Zenão então desembarcou em Atenas e passou a frequentar livrarias. Em uma delas, conheceu os escritos de Diógenes de Sinope, ali o então mercador iniciaria uma nova viagem. Ele mergulhou na filosofia, tornando-se também um filósofo. Em Atenas ele fundou sua escola que diferente das outras da época, era frequentada por qualquer tipo de pessoa, independente de classe social. Inclusive, as reuniões eram feitas em espaços abertos, as chamadas ou “varandas pintadas”, um ambiente público. Por isso a filosofia se tornou tão popular ao longo da história, suas doutrinas podiam ser praticadas por pobres, nobres, escravos, ricos. 


Além de Zenão, Crísipo foi um grande difusor do estoicismo na Grécia. O filósofo chegou a escrever 700 livros sobre a doutrina. Mas, infelizmente, nenhuma das obras dos autores gregos foram encontradas. Como o Império Romano aderiu a alguns elementos da cultura grega, o Estoicismo acabou sobrevivendo dessa forma. Alguns autores muito importantes se desenvolveram lá e são as obras escritas por eles as responsáveis por dar continuidade ao trabalho iniciado na Grécia. 


Dessa forma, o estoicismo está dividido em três momentos:


Estoicismo Antigo – Representado pelos filósofos Zênon de Cítion, Crísipo de Soli, Cleantes de Assos. Nesse período, a doutrina focava nas questões éticas. 


Estoicismo Helenístico Romano – Tem como principais representantes os filósofos Panécio de Rodes, Posidônio de Apameia e Cícero. A , como também é chamada, já era mais eclética.


Estoicismo Imperial Romano – Desenvolvida por filósofos como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio. Atinha um caráter mais religioso.

Virtudes estoicas


De acordo com a filosofia estoica, a única forma de se obter uma vida boa era agindo de forma virtuosa, sendo assim, todas as ações realizadas pelos estoicos deviam seguir as quatro virtudes cardeais gregas. Essas virtudes não foram definidas pelo estoicismo e sim por Platão, que assim como a doutrina estoica, influenciou vários filósofos helenísticos e outras doutrinas religiosas, como o cristianismo. 


Para atingir a felicidade é preciso agir com:


Sabedoria – A sabedoria nem sempre está relacionada ao nível de instrução de uma pessoa, mas sobre a forma como age diante de algumas situações. É preciso ter sabedoria para diferenciar o que é certo e o que é errado, para tomar boas decisões, julgar com base na razão e não se deixar levar pelas emoções.


Coragem – a coragem te dá condições de agir mesmo em situações difíceis, que te causam medo. A coragem que geralmente é tida como o oposto de covardia, é aquela que torna o seu espírito forte para enfrentar fases intimidadoras. 

 
Temperança – A temperança tem relação com o domínio de si, autocontrole. É uma qualidade de quem é comedido, moderado. Essa virtude está presente em pessoas que não se deixam levar por desejos, prazeres.


Justiça – A justiça é essencial para que você haja com imparcialidade e não julgue segundo os seus interesses. Essa virtude está relacionada à integridade e honestidade. 

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