Historicamente, os estudos sobre avaliação no contexto da Educação Física escolar têm apontado para a ênfase nas técnicas e métodos usados com fins classificatórios e seletivos. Refletindo sobre os processos avaliativos, Soares et al. (1992) discorrem que isso consolida, através dos instrumentos e medidas, a legitimação do fracasso, a discriminação, a evasão e a expulsão dos alunos, principalmente daqueles oriundos da classe trabalhadora. Nesse sentido, segundo defendem os autores e as autoras na obra intitulada “Metodologia do Ensino de Educação Física”, o sentido da avaliação do processo ensino-aprendizagem em uma abordagem crítico-superadora da Educação Física é:
- A fazer com que ela sirva de referência para a análise da aproximação ou distanciamento do eixo curricular que norteia o projeto pedagógico da escola
- B criar condições para buscar os talentos esportivos que participarão dos jogos ou das demonstrações, "representando" a turma ou a escola
- C fazer com que ela ofereça pistas quanto aos estudantes mais habilidosos, mais altos, mais fortes e mais velozes
- D oferecer justificativas formais para reter e eliminar os estudantes que não atingiram as medidas de ordem biométrica esperadas para a faixa etária (peso e altura)