A Educação Física carrega consigo marcas de uma história excludente, baseando-se no rendimento e na performance motora como aspectos centrais, conforme problematizam as professoras Fonseca e Ramos (2017). Ao partir do entendimento de que a inclusão é um conceito amplo, uma perspectiva que não privilegia somente uma parte da população e não se limita à simples inserção de pessoas rotuladas como diferentes num ambiente do qual têm sido historicamente excluídas, as autoras advogam por uma Educação Física escolar inclusiva que consiste em:
- A criar grupos homogêneos de acordo com os diferentes níveis de habilidade, separando estudantes com deficiência dos demais estudantes para garantir que cada um se sinta desafiado dentro de suas possibilidades nas aulas de Educação Física escolar
- B tematizar as diversas práticas corporais, incentivando as atividades individuais para que cada estudante possa desenvolver suas habilidades em seu ritmo próprio, transformando a Educação Física em espaço de autossuperação, competição e comparação de resultados
- C caracterizar o movimento como o principal meio e fim da Educação Física, aproximando o esporte educacional e o esporte de rendimento, de forma que as aulas de Educação Física assumam como propósito a vitória sobre o adversário
- D valorizar e reconhecer as diferenças, não as identificando como obstáculos e sim como desafios, como recursos que podem enriquecer as relações humanas e promover ações transformadoras na Educação Física escolar