Questões da Prova do AFAP - Advogado (FCC - 2019) Página 1

Na condição de professor por vocação e destino, o autor se vê como
  • A um velho pedagogo odiado pelos deuses, que está se redimindo dos defeitos que demonstrou na condução de sua carreira profissional.
  • B alguém que está envelhecendo na benfazeja companhia de jovens cujo universo, além de tudo, poderia propiciar-lhe farta matéria para a arte da ficção.
  • C um escritor a quem o destino brindou com o talento da boa pedagogia, fazendo justiça a quem os deuses prezam pelo exercício dessa qualidade.
  • D um profissional dividido, uma vez que a pedagogia e a arte literária constituem um campo de disputas inconciliáveis entre ficção e ensino.
  • E alguém a quem foi reservado tanto o privilégio da criação literária como o gosto pela avaliação crítica dos resultados dessa criação.
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
  • A fazem-no pedagogo (1° parágrafo) = incentivam-no a ser um educador.
  • B expiando algum crime que ignoro (1° parágrafo) = focalizando algum deslize insuspeito. 
  • C cometido porventura (1° parágrafo) = desempenhado afortunadamente.
  • D fornecer material copioso (2° parágrafo) = implementar objetiva medida.
  • E utilizo-me desse cabedal (2° parágrafo) = lanço mão dessa riqueza.
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
  • A No exercício da dupla função de professor e escritor, o autor do texto avalia que as vantagens que lhe decorrem da primeira poderiam ser úteis para a segunda.
  • B Tanto têm vantagens a profissão de escritor como de pedagogo, razão por quê sente-se o escritor como uma criatura a quem não faltam o dote dos privilégios. 
  • C Fosse o autor do texto tão-somente um professor, não haveria de passar por sua cabeça as tentações de promover suas experiências pedagógicas as de um criador de literatura.
  • D Não deixam de ser irônicas, no primeiro parágrafo, que as observações feitas sobre o desprezo dos deuses venha a atingir uma classe nobre como a dos pedagogos. 
  • E O autor admite ser possível que, por eventuais pecados seus, possa ser expiado por conta deles, exercendo contudo um magistério que não conta com o respeito dos deuses. 
Há emprego de voz passiva e adequada articulação entre tempos e modos verbais na frase:
  • A Não lhe havendo estendido os deuses outra pena, o autor teria de amargar a condição de pedagogo.
  • B Se quisesse se valer de sua condição de professor, o escritor poderá ter aproveitado seu convívio com os jovens.
  • C Caso fosse dada ao professor a oportunidade da criação literária, proveitoso material é que não lhe faltaria.
  • D Uma vez que lhe coubesse aproveitar melhor a companhia dos jovens, o autor terá sabido convertê-la em ficção.
  • E Havendo desprezado o ódio dos deuses, ao professor coubera redimir-se de algum modo no exercício desse ofício.
Para integrar adequadamente a frase dada, o verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma 
  • A do plural em Bem (poder) caber ao professor o exercício dos dotes de um talentoso escritor.
  • B do plural em Não (chegar) aos seus ouvidos de professor qualquer recriminação por parte dos jovens alunos.
  • C do singular em De todos os castigos que lhe (ocorrer) nenhum poderia ser o da carreira de pedagogo.
  • D do singular em Dos talentos que lhe (caber) desenvolver, o de professor foi o mais bem-sucedido.
  • E do singular ou do plural, indiferentemente, em O fato de (haver) tantas profissões permite boas escolhas.