Prova do 2025 - Prefeitura de Itumbiara GO Agente Administrativo Escolar - Prova IV - Questões Comentadas

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Leia o texto a seguir.


Eu quero que risque meu nome da sua agenda

Esqueça o meu telefone não me ligue mais

Porque já estou cansado de ser o remédio

Pra curar o seu tédio

Quando seus amores não lhe satisfaz


Cansei de ser o seu palhaço

Fazer o que sempre quis

Cansei de curar sua fossa

Quando você não se sentia feliz


Por isso é que decidi

O meu telefone cortar

Você vai discar várias vezes

Telefone mudo não pode chamar

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/trio-parada-dura/49164/>. Acesso em: 06 fev. 2025.


Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase “Quando seus amores não lhe satisfaz” apresenta um desvio de

  • A regência nominal.
  • B concordância verbal.
  • C colocação pronominal.
  • D tempo verbal.

Leia o texto a seguir.


Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito a influência do povo é decisiva. Há, portanto, certos modos de dizer, locuções novas, que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.

MACHADO DE ASSIS. Apud Luft, Celso Pedro. Vestibular do português. 1996.


A partir do texto, o autor argumenta que

  • A os usos e costumes alteram e aumentam as línguas.
  • B o enriquecimento da língua ocorre apenas quando esta é formalmente regulada por academias de linguagem.
  • C as novas locuções nunca ganham espaço no uso linguístico, nem se tornam legítimas.
  • D a língua portuguesa deve evitar incorporar expressões populares para manter sua pureza.

Leia o texto a seguir.


Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando. Acomodar-se-iam num sítio pequeno, o que parecia difícil a Fabiano, criado solto no mato. Cultivariam um pedaço de terra. Mudar-se-iam depois para uma cidade, e os meninos frequentariam escolas, seriam diferentes deles. Sinha Vitória esquentava-se. Fabiano ria, tinha desejo de esfregar as mãos agarradas à boca do saco e à coronha da espingarda de pederneira.


Não sentia a espingarda, o saco, as pedras miúdas que lhe entravam nas alpercatas, o cheiro de carniças que empestavam o caminho. As palavras de Sinha Vitória encantavam-no. Iriam para diante, alcançariam uma terra desconhecida.


Fabiano estava contente e acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. Repetia docilmente as palavras de Sinha Vitória, as palavras que Sinha Vitória murmurava porque tinha confiança nele. E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer? Retardaram-se, temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1970.


O texto acima é uma manifestação

  • A do desânimo das personagens.
  • B de esperança humana e ingênua.
  • C de ironia contra a realidade.
  • D do amor à terra.

Leia o texto a seguir.


No meio do caminho


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978.


A repetição do verbo “tinha”

  • A constitui um erro, uma vez que deveria ser utilizado “ficava” ou “estava”.
  • B apresenta uso incorreto, pois a linguagem literária não admite impessoalidade.
  • C apresenta desarmonia no poema, uma vez que pertence à sintaxe popular.
  • D foi empregado para conferir um toque de oralidade ao poema.

Leia o texto a seguir.


Dorme, ruazinha… É tudo escuro…

E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?

Dorme o teu sono sossegado e puro,

Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos…


Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…

Nem guardas para acaso persegui-los…

Na noite alta, como sobre um muro,

As estrelinhas cantam como grilos…


O vento está dormindo na calçada,

O vento enovelou-se como um cão…

Dorme, ruazinha… Não há nada…


Só os meus passos…

Mas tão leves são

Que até parecem, pela madrugada,

Os da minha futura assombração…

QUINTANA, Mário. A Rua dos Cataventos. Porto Alegre: Globo, 1981.


De acordo com a gramática normativa, o verbo “dormir” está no modo

  • A imperativo.
  • B subjuntivo.
  • C indicativo.
  • D condicional.