Questões comentadas de Concursos do Colégio Pedro II

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A Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), constitui-se como um marco histórico que alicerça os princípios de igualdade, de diferença e de equidade no sistema educacional brasileiro. O recente Decreto n.º 12.686/2025, alterado pelo decreto 12.773/2025, veio para consolidar essas concepções, em respeito à diversidade humana. As concepções de igualdade, de diferença e de equidade, segundo os documentos oficiais brasileiros e as referências bibliográficas, são representadas em:

  • A aos estudantes da educação especial, fica garantido o acesso à rede regular de ensino, baseado no princípio da igualdade de oportunidade, compartilhando os mesmos conteúdos e as mesmas estratégias pedagógicas
  • B o princípio da equidade parte do pressuposto de que os estudantes com deficiência precisam receber as mesmas atividades, pois devem ser tratados sem distinção
  • C a valorização da diversidade reconhece que os estudantes são diferentes e por isso, a escola precisa implementar ações pedagógicas de nivelamento, para que todos consigam aprender da mesma forma
  • D para a elaboração e implementação do Plano Educacional Individualizado (PEI), os professores deverão observar o disposto no Decreto n.º 12.686/2025 sobre o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE), atentando-se para a diversidade humana

No contexto educacional fazer uso da tecnologia assistiva: “[...] é buscar, com criatividade, uma alternativa para que o aluno realize o que deseja ou precisa. É encontrar uma estratégia para que ele possa fazer de outro jeito. É valorizar o seu jeito de fazer e aumentar suas capacidades de ação e interação a partir de suas habilidades”. (Schirmer; Browning; Bersch; Machado, 2007, p. 31, grifo das autoras).


Com base no trecho acima, são considerados como tecnologias assistivas:

  • A os produtos, os equipamentos, os dispositivos, os recursos, as metodologias, as estratégias, as práticas e os serviços
  • B os recursos, as metodologias, as estratégias, os dispositivos, as apostilas regulares e os livros didáticos padrão
  • C as pranchas de comunicação alternativa ampliada (CAA), os materiais pedagógicos comuns, os equipamentos, os dispositivos e os serviços
  • D os materiais pedagógicos comuns, os dispositivos, as apostilas regulares, as práticas, a comunicação alternativa aumentativa (CAA) e os serviços

A Educação Especial, na perspectiva inclusiva, tem exigido do sistema educacional a criação de novos paradigmas que contemplem, em suas práticas pedagógicas, valores como a colaboração não apenas entre estudantes, mas, principalmente, entre os docentes. Como afi rma Capellini e Mendes (2007, p. 125), "A força da colaboração encontra-se na capacidade de unir as habilidades individuais dos educadores, para promover sentimentos de interdependência positiva, desenvolver habilidades criativas de resolução de problemas e apoiar um ao outro, de forma que todos assumam as responsabilidades educacionais." Diante dessa nova perspectiva, aspectos como reconhecimento e acolhimento da diversidade tornam-se responsabilidade de toda a comunidade escolar, comprometida com a criação de uma cultura de colaboração, favorável à criação de uma escola verdadeiramente inclusiva. Nesse sentido, de acordo com Braun e Marin (2016), a proposta pedagógica do ensino colaborativo consiste no(a):

  • A parceria entre os professores de Educação Regular e os professores de Educação Especial dentro da sala de aula comum
  • B sobreposição e na hierarquização entre a atuação de cada professor envolvido com o processo educacional inclusivo dentro da sala de aula comum
  • C foco nos limites e nas dificuldades expressados pelos estudantes como balizadores da proposta pedagógica oferecida
  • D realização de práticas pedagógicas individualizadas, concentradas na sala de recursos multifuncionais

“[...] é um problema de aprendizagem causado por má formação neurológica, provavelmente, pode ser adquirida através de herança genética que se manifesta como uma difi culdade no construir conhecimentos dos números e cálculos. Essa defi ciência não é uma defi ciência mental, baixo nível de QI (coefi ciente de inteligência), falha na alfabetização, impedimentos visuais e/ou auditivos, entre outros (Silva; Santos, 2011)”.


O fragmento acima descreve um transtorno de aprendizagem. De acordo com a descrição, ele refere-se à:

  • A dislexia
  • B disgrafia
  • C discalculia
  • D disortografia

Durante o processo de aquisição da leitura e da escrita, é fundamental que o professor do Atendimento Educacional Especializado esteja preparado para realizar uma mediação pedagógica efi caz no sentido de demonstrar para o estudante da educação especial os caminhos possíveis de aprendizagem, com fi ns na diminuição das barreiras impostas a ele tanto em função da própria defi ciência quanto em relação ao currículo. Padilha e Fonseca (2025, p. 188), em diálago com Vygotsky, afi rmam que "[...] as crianças começam a usar as mesmas formas de comportamento em relação a si mesmas que os outros inicialmente usaram com elas (Vygotsky apud Smolka, 1991, p.54- 55), o que signifi ca que as crianças não apenas apropriam dos conhecimentos envolvidos na resolução de tarefas, como também internalizam as estratégias empregadas pelo mediador, de acordo com cada situação-problema". Com base nessas informações, conforme preconizam Padilha e Fonseca (2025, p.187), é necessário ao professor do Atendimento Educacional Especializado possuir conhecimentos básicos acerca das hipóteses de escrita e de leitura que lhe dêem condições de planejar, junto ao professor da classe comum, propostas que estejam alicerçadas no conhecimento trazido pelo estudante da educação especial. Para tanto, as atividades pedagógicas deverão considerar que o estudante da educação especial que se encontra na hipótese de escrita:

  • A pré-silábica apresenta estabilidade da escrita das palavras
  • B silábica com valor sonoro pode usar muitas letras para escrever
  • C silábica alfabética compreende que a escrita representa os sons da fala
  • D alfabética não aceita que seja possível ler e escrever com menos de três letras