Questões de Aspectos Psicológicos da Educação (Pedagogia)

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As funções executivas são amplamente discutidas na literatura educacional por sua relação com o planejamento, a organização do comportamento e a autorregulação da aprendizagem. No contexto do Atendimento Educacional Especializado (AEE), compreender essas funções auxilia o professor na escolha de estratégias pedagógicas mais adequadas às necessidades dos estudantes. Com base na revisão de literatura apresentada no artigo Intervenções e funções executivas (Souza; Santos, 2024), é correto afi rmar que:

  • A as funções executivas se referem exclusivamente à capacidade intelectual geral, não estando relacionadas ao controle do comportamento ou à organização da ação
  • B intervenções voltadas às funções executivas podem contribuir para a melhoria de habilidades, como atenção, planejamento e controle inibitório em contextos educacionais
  • C o desenvolvimento das funções executivas ocorre apenas de forma espontânea, sem infl uência de intervenções pedagógicas ou ambientais
  • D as funções executivas são irrelevantes para o processo de aprendizagem, estando restritas ao funcionamento neurológico, sem impacto escolar

Durante o processo de aquisição da leitura e da escrita, é fundamental que o professor do Atendimento Educacional Especializado esteja preparado para realizar uma mediação pedagógica efi caz no sentido de demonstrar para o estudante da educação especial os caminhos possíveis de aprendizagem, com fi ns na diminuição das barreiras impostas a ele tanto em função da própria defi ciência quanto em relação ao currículo. Padilha e Fonseca (2025, p. 188), em diálago com Vygotsky, afi rmam que "[...] as crianças começam a usar as mesmas formas de comportamento em relação a si mesmas que os outros inicialmente usaram com elas (Vygotsky apud Smolka, 1991, p.54- 55), o que signifi ca que as crianças não apenas apropriam dos conhecimentos envolvidos na resolução de tarefas, como também internalizam as estratégias empregadas pelo mediador, de acordo com cada situação-problema". Com base nessas informações, conforme preconizam Padilha e Fonseca (2025, p.187), é necessário ao professor do Atendimento Educacional Especializado possuir conhecimentos básicos acerca das hipóteses de escrita e de leitura que lhe dêem condições de planejar, junto ao professor da classe comum, propostas que estejam alicerçadas no conhecimento trazido pelo estudante da educação especial. Para tanto, as atividades pedagógicas deverão considerar que o estudante da educação especial que se encontra na hipótese de escrita:

  • A pré-silábica apresenta estabilidade da escrita das palavras
  • B silábica com valor sonoro pode usar muitas letras para escrever
  • C silábica alfabética compreende que a escrita representa os sons da fala
  • D alfabética não aceita que seja possível ler e escrever com menos de três letras

“[...] é um problema de aprendizagem causado por má formação neurológica, provavelmente, pode ser adquirida através de herança genética que se manifesta como uma difi culdade no construir conhecimentos dos números e cálculos. Essa defi ciência não é uma defi ciência mental, baixo nível de QI (coefi ciente de inteligência), falha na alfabetização, impedimentos visuais e/ou auditivos, entre outros (Silva; Santos, 2011)”.


O fragmento acima descreve um transtorno de aprendizagem. De acordo com a descrição, ele refere-se à:

  • A dislexia
  • B disgrafia
  • C discalculia
  • D disortografia

No contexto educacional de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o desenvolvimento das funções executivas tem sido apontado como um elemento central para a aprendizagem, a autonomia e a participação escolar. Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) desempenham papel fundamental na mediação de estratégias que favoreçam esses processos no cotidiano escolar. A partir disso e com base nas reflexões apresentadas por Nascimento e Braun (2024), compreende-se que:

  • A as funções executivas estão relacionadas exclusivamente a habilidades cognitivas superiores, como raciocínio lógico e cálculo matemático, apresentando pouca relevância para a organização do comportamento escolar
  • B no TEA, as dificuldades em funções executivas se manifestam principalmente em contextos clínicos, sendo pouco observáveis nas interações pedagógicas e nas atividades escolares
  • C a atuação docente no AEE pode favorecer o desenvolvimento das funções executivas ao propor estratégias intencionais de mediação, organização do ambiente e previsibilidade das rotinas
  • D o trabalho com funções executivas no contexto escolar deve ocorrer apenas após o domínio pleno da linguagem oral pelo estudante com TEA

No contexto do Atendimento Educacional Especializado (AEE), o professor atua diretamente na mediação de processos de aprendizagem de estudantes com diferentes perfis de desenvolvimento, considerando aspectos cognitivos, emocionais e neurofuncionais. A compreensão de como o cérebro aprende é fundamental para a elaboração de estratégias pedagógicas inclusivas e eficazes. À luz das contribuições da Neurociência para a Educação, conforme discutido por Cosenza e Guerra (2011), é coerente afirmar que:

  • A a aprendizagem ocorre de forma homogênea entre os indivíduos, uma vez que os mecanismos cerebrais básicos são universais, cabendo à escola adaptar apenas os conteúdos curriculares
  • B emoções e cognição são processos independentes, de modo que o envolvimento emocional do estudante não interfere significativamente na consolidação das aprendizagens escolares
  • C a plasticidade cerebral permite que o cérebro se modifique em função das experiências, o que reforça a importância de intervenções pedagógicas planejadas e mediadas, especialmente no AEE
  • D as dificuldades de aprendizagem têm origem predominantemente genética, sendo pouco influenciadas pelo ambiente escolar ou pelas práticas pedagógicas adotadas