Questões de Terapia Ocupacional na Atenção à Saúde do Adulto (Terapia Ocupacional)

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Em um hospital geral, o terapeuta ocupacional é solicitado para atendimento ao público em uma campanha de prevenção a dores musculoesqueléticas. De que forma essa abordagem pode acontecer de modo efetivo?

  • A Realizar orientação postural e pequenos ajustes ergonômicos, considerando cada caso e encaminhando para avaliação especializada quando necessário.
  • B Concentrar a triagem apenas em pacientes internados, ignorando a demanda de visitantes e colaboradores do hospital.
  • C Repassar materiais informativos genéricos, sem analisar a rotina de cada pessoa ou as posturas adotadas em suas atividades diárias.
  • D Direcionar os interessados ao serviço de fisioterapia, pois o terapeuta ocupacional não atua em prevenção no contexto hospitalar.

As modalidades de tratamentos biológicos e psicológicos atuais podem ser combinadas ao trabalho do terapeuta ocupacional, gerando antagonismos ou sinergismos. Identifique a postura mais coerente nessa prática:

  • A Analisar o uso de medicação e terapias complementares para ajustar as atividades ocupacionais, considerando efeitos colaterais e potenciais benefícios à funcionalidade do indivíduo.
  • B Evitar qualquer contato com equipe médica ou de psicologia, pois a Terapia Ocupacional se opõe ao uso de intervenções biológicas.
  • C Descartar a psicoterapia no plano de cuidados, mantendo somente a reabilitação motora como foco de intervenção.
  • D Orientar a suspensão imediata de tratamentos farmacológicos, priorizando somente abordagens socioculturais.

A integralidade do cuidado no hospital demanda articulação entre os serviços sociais e de saúde, assegurando continuidade da assistência após a alta. Analise as proposições:

I. O terapeuta ocupacional pode articular recursos da rede pública (CRAS, CAPS, UBS) para acompanhar o usuário em suas necessidades cotidianas.
II. O planejamento da alta deve considerar fatores socioeconômicos, estilo de vida e suporte familiar, visando manter os ganhos obtidos durante a internação.
III. A integralidade consiste em reestruturar o paciente unicamente para atividades simples, descartando a abordagem de atividades complexas ou sociais.
IV. Há relevância em envolver equipes multiprofissionais na transferência de cuidados, compartilhando relatórios que informem a evolução ocupacional.

Estão CORRETAS as afirmativas:

  • A I e III, apenas.
  • B I, II e III, apenas.
  • C II e IV, apenas.
  • D I, II e IV, apenas.

Durante a avaliação de um paciente com lesão medular, o terapeuta ocupacional deve adotar uma abordagem abrangente e avançada que considere diversos aspectos das funções e estruturas do corpo utilizando o instrumento:

  • A Mini Exame do Estado Mental (Mini-Mental State Examination - MMSE), que avalia funções cognitivas gerais, mas não considera aspectos físicos e sensoriais.
  • B Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (Pediatric Evaluation of Disability Inventory - PEDI), que é específico para crianças e pode não ser adequado para adultos com lesão medular.
  • C Medida de Independência Funcional (Functional Independence Measure - FIM), que fornece uma visão abrangente das capacidades funcionais.
  • D Teste de Alcance Funcional (Functional Reach Test - FRT), que mede a estabilidade e o equilíbrio, mas não aborda outros aspectos funcionais importantes.

Leia a situação hipotética abaixo.

Augusta, 42 anos, sofreu um acidente de trânsito há seis meses, o que resultou em uma lesão medular, afetando a sua mobilidade e causando limitações nas suas atividades diárias. Ela é atendida por um terapeuta ocupacional que, ao aplicar a CIF, observa as condições de saúde, os fatores ambientais e pessoais que influenciam a sua funcionalidade.

Considerando esse contexto, para avaliar a funcionalidade de Augusta e auxiliar na elaboração de um plano terapêutico, a CIF:

  • A Deve ser aplicada apenas para monitorar as limitações físicas de Augusta, deixando de lado os fatores emocionais, que são considerados secundários na reabilitação de lesões graves.
  • B Permite uma análise global e integrada da funcionalidade de Augusta, considerando não só as limitações físicas, mas também os aspectos emocionais, psicológicos e sociais, facilitando a construção de um plano terapêutico abrangente e individualizado.
  • C Oferece uma abordagem fragmentada, em que cada área de avaliação é isolada, sem integrar os fatores físicos, emocionais e sociais que afetam sua recuperação.
  • D É uma ferramenta eficaz para o diagnóstico médico, mas não se aplica ao planejamento terapêutico, uma vez que não oferece subsídios adequados para a compreensão das interações entre saúde física e aspectos psicossociais.