Ao discutirem a formação continuada, Gatti e Barreto (2009) descrevem um modelo de capacitação “em cascata”, no qual um primeiro grupo de profissionais é capacitado e transforma-se em capacitador de um novo grupo que, por sua vez, capacita um grupo seguinte. Para as autoras, esse procedimento
- A fortalece a autoria pedagógica dos professores, ao garantir a circularidade crítica dos saberes nos diferentes níveis da rede escolar, pois os professores são incentivados a reinventar o material ao compartilhá-lo.
- B supre a necessidade de formação crítica do professor ao priorizar a eficiência na disseminação de diretrizes curriculares e a sequência didática pré-moldada, com foco em resultados que efetivamente alteram a prática educativa.
- C assegura uma formação equânime e contextualizada, pois garante que todos os grupos envolvidos tenham acesso a uma formação continuada de mesma qualidade, devido ao aparelhamento conceitual.
- D permite envolver quantitativamente um grande volume de professores, mas é pouco efetivo quando se trata de difundir os fundamentos de uma reforma em suas nuances, profundidade e implicações.
- E potencializa a autonomia docente, pois, ao replicar saberes, cada educador torna-se agente principal da formação profissional de seus colegas, legitimando o discurso original do especialista.