Resumo de Sociologia - Desigualdade Social no Brasil

Problema que envolve questões econômicas, de gênero e raça

Assim como nos outros países, a Desigualdade social no Brasil é um fenômeno que pode ser explicado a partir de diversos fatores. Dentro das relações existentes na sociedade, existe uma delimitação espacial e ideológica que determina qual lugar cada grupo ou classe social ocupa. 

A cor, crença, questões financeiras, gênero são um dos grandes responsáveis por criar barreiras que delimitam o acesso de pessoas marginalizadas (que estão à margem) a direitos básicos, como a educação de qualidade, saúde, moradia, trabalho, alimentação, saneamento básico, transporte, lazer, bens de serviço. Esse fenômeno que começa limitando o acesso aos direitos também impossibilita o acesso a oportunidades. Se tem uma coisa que pode ser observada em todas as sociedades que foram construídas a partir de processos desiguais, é que a desigualdade social tende a se perpetuar. 

“O rico fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre”


A frase acima foi tirada de um trecho de uma música do grupo “As Meninas”. A música consegue, de forma simples, fazer uma análise da situação social do Brasil apontando, inclusive, as razões pela qual vivemos esse contexto. Pessoas de classes sociais e econômicas mais favorecidas têm acesso à educação de qualidade, eles frequentam boas escolas, cursos preparatórios, boas faculdades e, por conta disso, conseguem ocupar os melhores cargos. O lado oposto todos conhecem. Quem não tem acesso a uma escola de qualidade, e muitas vezes nem chega ao ensino superior, fica restrito aos subempregos. 

Nesse ciclo que parece interminável a desigualdade tende a se expandir. Assim como os grupos mais favorecidos conseguem manter seus privilégios por gerações, a população pobre luta por oportunidades para ao menos, resistir. Ao realizar uma comparação entre essas duas realidades fica evidente que a meritocracia é um mito. Ao menos nas sociedades em que alguns grupos dispõe de vantagens, não há como afirmar que “basta querer que todos conseguem mudar de realidade”. 
Muitas políticas públicas foram criadas ao longo dos anos na tentativa de diminuir o problema da desigualdade social no Brasil. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Programa Bolsa família foi responsável por 13% da redução da desigualdade no país. Além do Bolsa Família, o governo também investiu em programas para moradias e os que facilitam o acesso a universidade, para garantir que pessoas de baixa renda tenham acesso ao ensino superior. Mesmo assim, ainda existem os problemas estruturantes, como a má distribuição de renda, ou seja, muito dinheiro na mão de poucos e pouco dinheiro para muitos. 


Principais causas da desigualdade social no Brasil

Estima-se que 13 milhões de pessoas ainda estejam na pobreza extrema no Brasil, o que equivale a 6,7% da população do país. Entre as principais causas dessa desigualdade social no Brasil, estão: concentração de dinheiro e poder, poucas oportunidades de trabalho, má administração dos recursos públicos, pouco investimento em programas culturais e de assistência, baixa remuneração. 
Em 2019, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou um relatório no qual colocava o Brasil na sétima posição entre os países mais desiguais do mundo, ficando atrás apenas de África do Sul, Namíbia, Zâmbia, República Centro-Africana, Lesoto e Moçambique. O relatório do Pnud utilizada como critério a desigualdade e a distribuição de renda. De acordo com os dados, os “10% mais ricos do Brasil concentram 41,9” da renda total do país e a parcela que compõe o grupo de 1% dos mais ricos, concentra 28,3% da renda.


Além do problema da concentração de renda, a desigualdade social no Brasil ainda tem como vetores:

Racismo estrutural e institucional – As teorias raciais que foram úteis para legitimar o processo de escravidão no Brasil, afirmavam que as pessoas brancas valiam mais que as negras, e esse pensamento se reflete até hoje. Ele fica evidente ao notar que a maioria dos cargos de chefia são ocupados por pessoas brancas e a maioria da população carcerária é composta por negros. 
Questão de gênero – A taxa de desemprego entre mulheres é maior do que a entre homens. A questão de gênero também se relaciona com a questão racial. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, de 2019, o índice de desemprego entre as mulheres negras é maior do que entre as brancas.
Taxação de impostos - No Brasil, a tributação se dá em cima do consumo. O valor do imposto é embutido na mercadoria. Para diminuir a desigualdade social no Brasil, o ideal é diminuir a tributação no consumo e colocar sobre o patrimônio e renda. 
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