Um paciente de 58 anos, diagnosticado com hipertensão arterial sistêmica (HAS) estágio 1, sem lesões de órgão-alvo e com risco cardiovascular baixo, inicia tratamento não medicamentoso. Após seis meses de acompanhamento na Unidade de Saúde da Família, ele mantém níveis pressóricos médios de 145/95 mmHg, apesar da adesão às mudanças no estilo de vida. Considerando as diretrizes atuais para o manejo da HAS na Atenção Primária à Saúde (APS), qual procedimento deve ser adotado?
- A Iniciar monoterapia com um diurético tiazídico em baixa dose, como a hidroclorotiazida, sendo esta a classe de fármaco preferencial para o início do tratamento em pacientes não complicados.
- B Manter exclusivamente o tratamento não medicamentoso por mais seis meses, pois a resposta a estas medidas pode ser tardia, e a introdução de fármacos só é indicada para HAS estágio 2.
- C Solicitar um Mapa de 24 horas (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) antes de iniciar qualquer terapia medicamentosa para descartar a hipertensão do avental branco, que é a causa mais comum de falha no tratamento inicial.
- D Optar pela associação de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) com um betabloqueador, visando a um controle mais rápido e eficaz da pressão arterial.