No dia a dia da creche, a monitora Patrícia se depara com uma situação delicada: durante a troca de fraldas, observa marcas de possível negligência ou maus-tratos em uma das crianças. A família dessa criança é conhecida por ter histórico de problemas sociais, e Patrícia se sente angustiada, dividida entre o dever de sigilo profissional e a proteção do bem-estar da criança, que é sua prioridade máxima. Ela sabe que, por vezes, a revelação de informações sigilosas é necessária para salvaguardar a integridade de um indivíduo, mas teme as consequências de uma denúncia precipitada.
Considerando os limites do sigilo profissional e a ética do cuidado no ambiente educacional, a ação ética e responsável que Patrícia deve empreender diante dessa suspeita é:
- A Registrar detalhadamente as observações e comunicar imediatamente e sigilosamente à coordenação/direção da creche, que, se a suspeita for fundamentada, acionará os órgãos de proteção à criança.
- B Conversar diretamente com os pais da criança, expressando preocupação e solicitando explicações sobre as marcas, a fim de resolver a situação de forma privada, conforme preceitos legais de proteção à criança e ao adolescente.
- C Ignorar a situação por falta de provas concretas, priorizando a manutenção da relação de confiança com a família e a privacidade familiar, tendo atenção especial à criança, evitando qualquer denúncia.
- D Comunicar a suspeita a um colega de confiança para obter uma segunda opinião antes de tomar qualquer medida, pois a denúncia pode ter sérias consequências para a família.