Questões de Concursos da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC-BA)

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A Lei Federal n° 13.415, de fevereiro de 2017, introduz alterações na Lei n° 9.394/1996 − LDBEN, tais como a que estabelece que a Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, em conformidade com diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento:

  • A parte comum do currículo e parte diversificada, respeitada a diversidade regional e local.
  • B ciências humanas e sociais; ciências exatas e da terra; ciências biológicas e da saúde.
  • C ciências humanas, filosofia e sociologia; artes e línguas modernas (inglês e espanhol).
  • D ciências exatas e da terra; ciências biológicas e da saúde; literatura, línguas modernas e educação artística.
  • E linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e sociais aplicadas.

Considere a gravura e o texto abaixo.



O nosso espaço tridimensional é a única realidade que conhecemos. A bidimensionalidade é tão fictícia como a tetradimensionalidade, porque nada é plano, nem mesmo o espelho mais polido. Mas mesmo que partamos do princípio de que uma parede ou uma folha de papel é plana, não deixa de ser estranho que nós, como se desde sempre fosse a coisa mais normal do mundo, representemos ilusões de espaço sobre uma tal superfície. Não é muitas vezes absurdo desenhar meia dúzia de linhas e depois afirmar: Isto é uma casa?

(ESCHER, M. C. Gravuras e Desenhos. Hamburgo: Taschen (Trad. Maria Odete Conçalves – Koller, 1994, p. 15)


A gravura do artista holandês Maurits Cornelis Escher ilustra claramente o que ele afirma no texto, porque tanto a gravura quanto o texto se referem à

  • A limitação da criatividade humana e dos recursos artísticos.
  • B impossibilidade de a arte representar a realidade num plano bidimensional.
  • C inexistência de um mundo tridimensional.
  • D capacidade de o homem forjar estruturas e volumes a partir de superfícies planas.
  • E criação de formas inexistentes na natureza como figuras geométricas.

Ao lado daquilo que os críticos da obra de Gregório de Matos qualificam, irrevogavelmente, de plágios, registramos também, em nossas leituras, temas, frases e procedimentos variados que o poeta foi buscar em outros autores. Em grande parte, trata-se de paródias camonianas ou de outros poetas, sendo visível a intenção do autor de estabelecer um canto paralelo ou um contraponto poético, imitando mais por espírito de emulação e sem ocultar seus desígnios, o que seria impossível, até pela projeção dos modelos. Há, contudo, exemplos expressivos de apropriação, mas como era habitual no poeta: partindo de um núcleo tomado de outro autor, reelaborar o restante, criando um novo poema. Outra maneira de que se valeu para criar em cima do texto alheio foi a paródia.

(Adaptado de: GOMES, João Carlos Teixeira. Gregório de Matos, o Boca de Brasa (um estudo de plágio e criação). Petrópolis: Editora Vozes, 1985, p. 90-91)


A primeira estrofe de soneto de Gregório de Matos em que se pode identificar “a desconstrução de soneto camoniano com a atitude parodística e intuito humorístico” é:

  • A Carregado de mim ando no mundo E o grande peso embarga-me as passadas; Que, como ando por vias desusadas, Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.
  • B Alma ditosa, que na empírea corte, Pisando estrelas vais de sol vestida, Alegres com te ver fomos na vida, Tristes com te perder somos na morte.
  • C Sete anos a nobreza da Bahia Servia a uma pastora indiana e bela Porém serviu à Índia, e não a ela, Que à Índia só por prêmio pretendia.
  • D Alegre com a empresa desejosa Corta o Cabo a espessura e busca a via Não faltando da esquadra criminosa Algum, que não pudesse neste dia: Marcha triunfando a gente belicosa, Pasmam de ver os filhos da Bahia O sucesso, a prisão, os rebelados, Cam. As armas e os varões assinalados.
  • E Triste Bahia, oh quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado; Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado, Rica te vi eu já, tu a mim abundante.

O trabalho como princípio educativo nos termos das Diretrizes Curriculares Nacionais é a base para a organização e desenvolvimento curricular, especialmente no Ensino Médio, e significa

  • A garantir o futuro da nação, uma vez que o desenvolvimento econômico depende de trabalhadores bem adaptados e preparados para cumprir metas de produtividade.
  • B possibilitar a adolescentes e jovens as bases para a escolha profissional futura sem profissionalizá-los precocemente, atendendo a diversidade de percursos adequados para atender as diferenças de gênero.
  • C antecipar a formação específica para o exercício de profissões socialmente reconhecidas e legalmente regulamentadas.
  • D concretizar a função social da escola garantindo as condições de uma formação generalista única, destinada a todos, e aquela que nos diferencia na estrutura ocupacional da sociedade moderna.
  • E dizer que o ser humano é produtor de sua realidade e, por isto, dela se apropria e pode transformá-la; o trabalho é ainda a primeira mediação entre o homem e a realidade material e social.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica elencam um conjunto de princípios que devem ser observados na formação e no preparo dos profissionais que atuarão nas diferentes etapas e modalidades da educação, entre eles, aquele referente ao princípio da “pesquisa”, com foco central

  • A no processo de ensino e de aprendizagem, uma vez que ensinar requer, tanto dispor de conhecimentos e mobilizá-los para a ação, como compreender o processo de construção do conhecimento.
  • B na investigação de base científica, dado o seu potencial para superar o senso comum e o pensamento mágico que muitas vezes sustentam a prática dos professores no exercício cotidiano da docência.
  • C na desnaturalização das relações que os homens estabelecem com a natureza e das relações que eles estabelecem entre si, compreendendo que todos têm a capacidade de prever e intervir na natureza e na vida social.
  • D nas formas como os diferentes grupos sociais, comunidades ou sociedades organizam e concebem as diferentes fases do curso da vida, assim como apreender quais tipos de educação eles projetam para os diferentes indivíduos situados em cada fase.
  • E nos diferentes contextos, processos e valores morais que os grupos sociais lançam mão para educar os membros das novas gerações e garantir os processos de produção e reprodução social e cultural, em diferentes tempos históricos