Questões de Direito Processual Civil

Limpar Busca

No exercício da representação judicial do Município, o Procurador analisou petição inicial que não apresentava pedido juridicamente possível nem causa de pedir adequada. Considerando as normas do Código de Processo Civil, avaliou a possibilidade de indeferimento liminar da peça inaugural. Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.

  • A A petição inicial será indeferida quando inepta ou não atender aos requisitos legais.
  • B A ausência de causa de pedir não autoriza o indeferimento da petição inicial.
  • C Indeferimento e improcedência liminar são institutos equivalentes.
  • D O indeferimento da petição inicial é irrecorrível.
  • E O indeferimento depende sempre de prévia citação do réu.

Paulo celebrou com Tito contrato de comodato de um veículo, em que se estabeleceu como foro de eleição o Município Alfa. Durante a vigência do contrato, Paulo tomou conhecimento de que o veículo objeto do comodato estava abandonado no Município Beta em local ermo e sujeito às intempéries. Testemunhas disseram a Paulo que Tito teria participado de evento conhecido como “racha” e capotado o veículo, ao passo que Tito se defendeu afirmando que o veículo, sem sua desídia, teria apresentado falha total. Com base nesse cenário, Paulo pretendeu realizar a produção antecipada de prova para avaliar a real origem dos danos no veículo, cujos vestígios podem se perder com o decurso do tempo.

Assim, a competência para a análise do pedido será do:

  • A domicílio do autor;
  • B foro de eleição contratual;
  • C local onde se encontra o veículo;
  • D local onde deve ser proposta a ação principal;
  • E local em que houve a celebração do contrato.

Maria ajuizou ação indenizatória em face da loja de vestuário Roupa Legal, aduzindo que a ré teria realizado registro de negativação por inadimplemento do cartão de crédito contratado. Maria pontua que jamais teria deixado de pagar as faturas do cartão e, mesmo diante da solução administrativa do problema, pretende a condenação da loja ré em indenizá-la pelo abalo emocional sofrido. No curso da demanda, foi conferida a gratuidade de justiça à autora. Finda a fase de conhecimento, sobreveio sentença que julgou improcedentes os pedidos da inicial, sob o fundamento de existência de diversas anotações anteriores no registro de inadimplência da autora.
Acerca dos honorários advocatícios de sucumbência aos quais Maria está sujeita, levando em consideração o entendimento dos Tribunais Superiores, o parâmetro de fixação deverá ser:

  • A a equidade, uma vez que o abalo emocional demonstrado possui valor inestimável;
  • B o proveito econômico auferido pelo réu, consubstanciado naquilo que deixou de pagar;
  • C o valor da causa, sendo certo que a ausência de condenação impede a fixação em critério diverso;
  • D a condenação, pois a improcedência dos pedidos implica a demonstração de regularidade da cobrança;
  • E a gratuidade de justiça, pois sua concessão no processo impede que haja fixação de honorários advocatícios.

A entidade Árvore Verde, pessoa jurídica de direito privado instituída com o intuito de promover a conscientização e defesa do meio ambiente, tomou conhecimento de que a empresa pública de coleta de lixo do Município X estava a realizar despejo próximo a um mangue. Soube, ainda, que os detritos não passaram por tratamento prévio, tampouco houve preparo do solo da região para receber o despejo, o que causou um aumento do número da mortandade de animais nativos. A entidade em questão, com ânimo de conciliar com a municipalidade, buscou órgão de resolução de conflitos administrativos existente junto à Procuradoria do Município X.
Após verificar a veracidade dos fatos, o Município X, conforme autorização regimental, se comprometeu a envidar esforços para evitar novos despejos e recuperar a área afetada, bem como se mostrou disposto a formalizar o acordo, que, conforme as normas de mediação, será:

  • A renovado em todas as suas fases após o ajuizamento de ação judicial, como instrumento de formalizar o acordo celebrado;
  • B reduzido a termo, com a descrição dos esforços adotados, e passará a valer como título executivo extrajudicial;
  • C utilizado para instruir ação civil pública, por se tratar de direito indisponível que não pode ser objeto de mediação;
  • D submetido a homologação judicial, sendo necessária a oitiva prévia do Ministério Público como fiscal da ordem jurídica;
  • E reiterado em ação judicial cabível, por não ser a entidade órgão legítimo para celebrar ajustamento de conduta.

Esther, advogada devidamente constituída nos autos do processo de declaração de inexistência de relação jurídica ajuizada em face de instituição financeira, se dirigia a seu escritório para realizar o protocolo de recurso contra decisão que indeferiu a tutela de urgência requerida na inicial. No trajeto, Esther esqueceu, no interior do táxi que a conduzia, a bolsa em que estava seu certificado de assinatura digital. Temendo perder o prazo para interposição do recurso, Esther solicitou a Paula, advogada que não atuava na referida ação e sem instrumento de mandato nos autos, que realizasse o protocolo do recurso, o que foi prontamente atendido pela colega. Entretanto, no mesmo dia, o taxista devolveu a bolsa a Esther, que, sem saber que Paula já havia atendido a solicitação, realizou novo protocolo do recurso cabível.

Diante da narrativa apresentada e à luz da jurisprudência aplicável, os recursos serão considerados:

  • A válido o primeiro e inválido o segundo, pela preclusão consumativa;
  • B inexistente o primeiro e válido o segundo, pelo protocolo tempestivo;
  • C válido o primeiro e inválido o segundo, pela preclusão lógica;
  • D inexistente o primeiro e inválido o segundo, pela preclusão consumativa;
  • E válido o primeiro e válido o segundo, pelo protocolo tempestivo, devendo ambos ser conhecidos.