Prova da Prefeitura de Arapiraca-2 - Professor - História - IBAM (2025) - Questões Comentadas

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Entre os anos de 2003 e 2008, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) foi alterada pelas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. Tais Leis reelaboram as bases curriculares, tornando obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. A partir de 2012, com a promulgação das ações afirmativas para pessoas pretas, pardas, quilombolas e indígenas, e a democratização do acesso ao ensino superior, houve também um movimento de aumento na releitura de fontes históricas e elaboração de um maior volume de matéria historiográfica sobre temas e sujeitos outrora invisibilizados pela historiografia.


Esse movimento de releitura historiográfica buscou novas possibilidades teóricas e metodológicas para a sua escrita e investigação histórica, dentre as quais se pode destacar:

  • A o Marxismo Cultural.
  • B o Pós-modernismo historiográfico.
  • C a decolonialidade e o anticolonialismo.
  • D a História Nova e a longa duração.

A alternativa que melhor caracteriza o sistema de plantation no contexto da colonização americana:

  • A O plantation deve ser compreendido como modo de produção original, caracterizado por contradições internas entre o trabalho escravo e a acumulação capitalista, sendo expressão colonial de um capitalismo em formação.
  • B O plantation constituiu uma forma de economia autônoma e autossuficiente com base em produção de comodities, na qual a escravidão e a grande propriedade atendiam principalmente às necessidades internas do mercado colonial.
  • C A estrutura produtiva do plantation decorreu em razão de fatores climáticos e demográficos locais, como a escassez de mão de obra local, sem relação com a lógica mercantil europeia e com o acúmulo primitivo de capital.
  • D O plantation correspondeu à etapa inicial do capitalismo industrial, marcada pela produção baseada em eficiência, automação e racionalização do trabalho agrícola.

O positivismo histórico postula que o historiador deve ser imparcial, atribuindo à História o status de ciência empírica, capaz de reproduzir a verdade objetiva do passado, desde que o pesquisador eliminasse suas emoções e juízos de valor. Contudo, correntes posteriores, como o caso da Escola dos Annales, elaboram uma outra noção de história pautada no que Bloch chamou de “a ciência dos homens no tempo”.


Parte dessa mudança pode ser percebida através da seguinte noção:

  • A Estruturalismo Histórico – Estudo dos processos históricos que se desenvolvem por séculos, como geografias, sistemas econômicos ou estruturas sociais.
  • B História-problema – O historiador passa a selecionar, interpretar e relacionar fontes de acordo com um problema de pesquisa previamente definido, tornando a História uma ciência interpretativa, e não apenas descritiva de forma exaustiva.
  • C História dos grandes fatos e coisas – A narrativa histórica passa de uma narrativa exaustiva para uma história que trata como atores principais os pequenos acontecimentos, figuras de pouco destaque e seus entornos mais próximos.
  • D Micro-história – Foco em casos específicos, aparentemente marginalizados, para compreender processos históricos pouco amplos e inespecíficos.

Em diversas sociedades africanas tradicionais, as relações sociais eram ancoradas em estruturas complexas de parentesco e reciprocidade. Tais estruturas que regulavam o trabalho e o acesso à terra teriam sido mantidas mesmo após a expansão militar e comercial dos povos árabes em direção ao continente africano no século VI. Contudo, foi com a invasão europeia que esses sistemas são rompidos e novas formas de exploração e dependência são impostas aos africanos de diversas etnias e grupos culturais.

Sobre as relações entre sociedade, economia e natureza nas sociedades africanas tradicionais, é possível afirmar que:

  • A eram sociedades essencialmente protocapitalistas, não urbanas e com trocas comerciais com a utilização itens que já emulavam a função do dinheiro.
  • B a economia baseava-se na exploração de monoculturas agrícolas e mineração, ambas voltadas à exportação para tribos diversas e comerciantes ao redor do continente.
  • C a terra era propriedade privada, regida por contratos individuais e relações de lucro, além disso, as relações de trabalho eram regidas por uma variante comunitária da mais-valia.
  • D Em sua maioria, o trabalho era organizado por laços comunitários e pela redistribuição coletiva, não pela acumulação individual.

Em meio à Primeira Guerra Mundial, o governo da Grã-Bretanha emite a Declaração Balfour (1917) onde ficava declarado o apoio da Grã-Bretanha ao estabelecimento de um "lar nacional para o povo judeu" na Palestina. Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a divisão de terras do Império Otomano entre França e Grã-Bretanha, as tensões entre a população árabe local e imigrantes judeus cresceram enquanto a GrãBretanha controlava aquela região. Até que em maio de 1949 aconteceu a Nakba.
Acerca da Nakba, está correta a seguinte afirmativa:

  • A A Nakba, ou a Grande Catástrofe, é a expressão pela qual ficou conhecido pelo povo palestino o movimento de imigração forçada de palestinos após a aprovação da partilha de seu território pela ONU para a criação do Estado de Israel.
  • B A Nakba, ou primavera dos povos árabes, foi o movimento de libertação dos povos daquela região após diversos protestos, apoiados pela ONU, que objetivaram o fim de dos governos autoritários, da corrupção, do desemprego e da falta de direitos naquela região.
  • C Nakba é o termo pelo qual ficou conhecido o primeiro processo de negociação, mediado pela GrãBretanha e ONU, para o fim do conflito entre palestinos e judeus na região após a Primeira Guerra Mundial.
  • D Nakba é o nome pelo qual era conhecido o braço militar do estado da Palestina que posteriormente se tornou o Hamas e que, desde sua criação, visou promover atos de terrorismo contra judeus dentro do território da palestina, antes e depois da criação do Estado de Israel.