Em diversas sociedades africanas tradicionais, as relações sociais eram ancoradas em estruturas complexas de parentesco e reciprocidade. Tais estruturas que regulavam o trabalho e o acesso à terra teriam sido mantidas mesmo após a expansão militar e comercial dos povos árabes em direção ao continente africano no século VI. Contudo, foi com a invasão europeia que esses sistemas são rompidos e novas formas de exploração e dependência são impostas aos africanos de diversas etnias e grupos culturais.
Sobre as relações entre sociedade, economia e natureza nas sociedades africanas tradicionais, é possível afirmar que:
- A eram sociedades essencialmente protocapitalistas, não urbanas e com trocas comerciais com a utilização itens que já emulavam a função do dinheiro.
- B a economia baseava-se na exploração de monoculturas agrícolas e mineração, ambas voltadas à exportação para tribos diversas e comerciantes ao redor do continente.
- C a terra era propriedade privada, regida por contratos individuais e relações de lucro, além disso, as relações de trabalho eram regidas por uma variante comunitária da mais-valia.
- D Em sua maioria, o trabalho era organizado por laços comunitários e pela redistribuição coletiva, não pela acumulação individual.