O positivismo histórico postula que o historiador deve ser imparcial, atribuindo à História o status de ciência empírica, capaz de reproduzir a verdade objetiva do passado, desde que o pesquisador eliminasse suas emoções e juízos de valor. Contudo, correntes posteriores, como o caso da Escola dos Annales, elaboram uma outra noção de história pautada no que Bloch chamou de “a ciência dos homens no tempo”.
Parte dessa mudança pode ser percebida através da seguinte noção:
- A Estruturalismo Histórico – Estudo dos processos históricos que se desenvolvem por séculos, como geografias, sistemas econômicos ou estruturas sociais.
- B História-problema – O historiador passa a selecionar, interpretar e relacionar fontes de acordo com um problema de pesquisa previamente definido, tornando a História uma ciência interpretativa, e não apenas descritiva de forma exaustiva.
- C História dos grandes fatos e coisas – A narrativa histórica passa de uma narrativa exaustiva para uma história que trata como atores principais os pequenos acontecimentos, figuras de pouco destaque e seus entornos mais próximos.
- D Micro-história – Foco em casos específicos, aparentemente marginalizados, para compreender processos históricos pouco amplos e inespecíficos.