Os processos de independência e formação dos Estados Nacionais latino-americanos, no século XIX, foram fortemente marcados pelo ideário liberal e republicano europeu. Contudo, em sociedades estruturadas pela herança colonial, pela escravidão e pelo poder agrário, a emancipação política não significou ruptura com as hierarquias sociais preexistentes. Nesse contexto, pode-se afirmar que o sentido histórico das independências latino-americanas expressou:
- A a incorporação efetiva das populações tradicionais, indígenas e afrodescendentes ao sistema de poder político das novas repúblicas, em conformidade com os ideais de igualdade cidadã.
- B a superação das estruturas de dominação e o advento de uma cidadania universal baseada na propriedade comunal da terra e no sufrágio ampliado.
- C a consolidação de Estados nacionais que, embora formalmente soberanos, reproduziram dependências econômicas externas, mantendo, por vezes, exclusões sociais internas herdadas do período colonial.
- D o predomínio de experiências socialistas e coletivistas, responsáveis pela democratização imediata das relações produtivas e políticas no pós-independência.