Questões de Provas da Existência Divina: Ontologia, Cosmologia e Teleologia (Filosofia)

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Um dos esforços filosóficos e teológicos mais célebres da história da filosofia é aquele empreendido por Tomás de Aquino no sentido de provar a existência de Deus. Para isso, utilizou-se de cinco vias. Sobre elas, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Movimento: parte da consideração de que tudo o que se move é movido por outro e que, portanto, para não terminar em um regresso ao infinito que nada explicaria, é preciso admitir algo que move e que não é movido por nada: e este é Deus.
( ) Causa: constata que nenhuma coisa pode ser causa de si mesma e, assim, deduz o fato de que deve existir uma causa primeira e não causada, que produz e não é produzida, que se identifica com o ser que se chama Deus.
( ) Contingência: parte do princípio de que o que pode não ser não existia a um certo tempo; assim, nem tudo é contingente, mas é preciso que haja algo necessário, e é aquilo que costumeiramente se chama Deus.
( ) Graus de perfeição: deduz, da constatação empírica de uma gradação de perfeições, a existência de uma suma perfeição, que é justamente chamada Deus.
( ) Finalismo: parte da constatação de que os corpos físicos operam para um fim e deduz que eles agem de tal modo porque são dirigidos por um ser inteligente, como a flecha do arqueiro. O ordenador supremo é aquele que chamamos Deus.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

  • A F – F – F – F – F.
  • B V – F – V – F – V.
  • C F – V – F – V – F.
  • D V – V – F – F – V.
  • E V – V – V – V – V.

Leia o seguinte trecho escrito por Agostinho de Hipona (354-430):

“Do mesmo modo que [Deus] é criador de todas as naturezas, é dispensador de todo poder, não do querer, porque o mal querer não procede dele, visto ser contrário à natureza dele procedente.”
(AGOSTINHO, A Cidade de Deus (contra os pagãos), 2003, p. 203.)

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal, porque:

  • A Deus apenas transforma a matéria que é, por natureza, má.
  • B O mal moral não possui essência e, portanto, não produz efeitos danosos no mundo.
  • C O mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
  • D Deus, por ser e emanar o bem, não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
  • E O surgimento do mal é anterior à existência de Deus.

Para onde foi Deus? [...] Eu já lhes direi! Nós o matamos – vocês e eu. Somos todos seus assassinos! [...] Que fizemos nós, ao desatar a terra do sol? Para onde se move ela agora? Para onde nos movemos nós? Para longe de todos os sóis? Não caímos continuamente? Para trás, para os lados, para a frente, em todas as direções? Existem ainda “em cima” e “embaixo”? Não vagamos como que através de um nada infinito? [...] Deus está morto! Deus continua morto!

NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. SP: Cia. das Letras. 2001. p. 64.


No trecho acima, o filósofo Friedrich Nietzsche está expondo

  • A o diagnóstico de uma crise de referências a valores absolutos na civilização europeia moderna.
  • B o argumento cabal e definitivo que prova a inexistência de Deus.
  • C a crítica da cultura europeia à teologia cristã.
  • D a superioridade inequívoca da ciência sobre a religião.
  • E a crise das monarquias europeias ao longo do século IX.

Considerando os múltiplos aspectos históricos relacionados ao texto anterior, julgue o item  e faça o que se pede no item .

De acordo com o texto,


a multiplicidade da experiência humana passa pela diversidade no que diz respeito às práticas religiosas, sem que haja uma única correta. 



  • Certo
  • Errado

A proposta filosófica de Spinoza não priorizava a elaboração de uma metodologia capaz de servir de guia para o conhecimento teórico-abstrato, mas a busca da verdade capaz de dar sentido à:

  • A reflexão filosófica.
  • B criação humana.
  • C existência de Deus.
  • D investigação científica.
  • E existência humana.