Questões de Novas Mídias (Jornalismo)

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As mídias digitais têm alguns conceitos que são de domínio imprescindível àqueles que se dedicam à área.
A esse respeito, é correto dar ao termo VIRTUALIDADE o seguinte conceito:

  • A possibilidade de identificação de dados gerados nas mídias digitais em rede, ultrapassando os limites público/particular e redefinindo a noção de “privacidade”.
  • B a rapidez de conexão de dados nas mídias digitais articula-se com a aceleração de inúmeras atividades, processos e acontecimentos na vida cotidiana.
  • C presença em todos os lugares, de mídias digitais conectadas em rede, estabelecendo conexões em qualquer espaço e tempo.
  • D dados das mídias digitais existem de maneira independente de ambientes físicos, podendo se desenvolver livres, a princípio, de qualquer barreira desse tipo.
  • E a operação das mídias digitais acontece a partir de pontos de contato “amigáveis” entre dispositivos e usuários, moldados a partir de referenciais culturais anteriores.

As redes sociais começaram a ganhar terreno em 2005. Em 2010, começaram a se multiplicar, adquirindo cada vez mais utilizadores. Em 2015, começaram a surgir plataformas ainda mais específicas e, depois de 2020, foram sendo consolidadas as mais especializadas em servir necessidades dos nichos. Com um grande consumo de conteúdos nessas plataformas, os negócios têm uma oportunidade de ouro. Estar fora dessa corrida não é uma hipótese. A questão é saber ganhá-la.

(MARQUES, Vasco. 2020.)

De acordo com as estratégias de comunicação nas redes sociais, trata-se de uma abordagem EQUIVOCADA no uso das redes sociais para o jornalismo digital:

  • A O uso excessivo de postagens de baixo valor informativo, como conteúdos virais e sensacionalistas, pode resultar em uma queda na credibilidade da marca jornalística e perda de autoridade junto ao público.
  • B A personalização do conteúdo para diferentes tipos de audiência, utilizando segmentação de dados analíticos, permite maior assertividade na comunicação e no aumento do engajamento nas plataformas sociais.
  • C A interação contínua com a audiência, por meio de respostas a comentários e mensagens diretas, é uma prática essencial para estabelecer um relacionamento de confiança e aumentar o tempo de retenção do público nas plataformas.
  • D O monitoramento de métricas de desempenho em tempo real, como taxa de cliques, tempo de visualização e compartilhamentos, oferece insights valiosos para otimizar estratégias de conteúdo e maximizar o alcance orgânico das publicações.
  • E O foco em criar conteúdo exclusivamente textual e de longa duração, em detrimento de outros formatos como vídeos, infográficos e stories, é fundamental para manter a atenção do público em um cenário digital saturado de informações rápidas.

A notícia na mídia digital reflete a transformação da comunicação jornalística com a evolução das tecnologias e o crescimento das plataformas on-line. Diferentemente da mídia tradicional, em que a informação é unidirecional e entregue por meio de canais fixos (como jornais impressos e TV), a mídia digital permite uma disseminação mais rápida, interativa e multimodal das notícias. Isso significa que, ao acessar um conteúdo jornalístico on-line, o público não só consome a informação de forma passiva, mas pode interagir, compartilhar, comentar e até mesmo contribuir para a produção de novas narrativas. Essa mudança no formato de consumo e produção de notícias está intimamente relacionada à cultura da convergência, um conceito que descreve a interconexão e a integração das diferentes formas de mídia e plataformas digitais. No contexto jornalístico, a convergência ocorre quando uma única história é espalhada e adaptada para múltiplos canais, como websites, redes sociais, podcasts, vídeos e até aplicativos de celular. Cada plataforma desempenha um papel específico, oferecendo ao público uma experiência mais rica e multifacetada da notícia. Nesse contexto, assinale a alternativa que exemplifica corretamente o conceito de crossmídia.

  • A Reportagem on-line sobre mudanças climáticas que combina texto, vídeos, áudios de entrevistas e gráficos interativos – tudo em uma única página.
  • B Matéria interativa sobre crise hídrica que contém links para gráficos, vídeos, mapas e áudios, permitindo que o leitor explore o conteúdo de forma não linear.
  • C Plataforma interativa sobre a cobertura da Copa do Mundo que permite aos leitores escolherem quais conteúdos irão ver (vídeos, mapas, entrevistas) e enviarem relatos ou imagens próprias.
  • D Reportagem sobre um desastre natural que é publicada no site, mas também é compartilhada em versões resumidas nas redes sociais, em vídeos, e por meio de alertas no aplicativo de notícias.
  • E Uma matéria sobre uma eleição que é publicada no jornal, mas a história é expandida com vídeos no YouTube, podcasts, infográficos interativos no site e posts no Twitter, onde cada plataforma traz uma parte única da história.

Com o avanço do webjornalismo e uma crescente inserção das notícias nas mídias digitais, entra em debate o tema da participação do leitor no processo de produção da notícia. As empresas jornalísticas passaram a assumir uma postura interativa, na tentativa de conquistar e ampliar o seu público. Sabe-se que o usuário das redes pode obter acesso à informação sem passar pelos principais veículos jornalísticos. No entanto, os portais de notícias possuem um grande fluxo de internautas que participam por meio de comentários e envio de sugestões de pauta. Por meio da implantação dos processos interativos, emergiram quatro tipos diferentes de participação do público: informação, colaboração, conversação e metacomunicação. No tipo de participação “informação”, o público age como fonte de informação, fornecendo aos jornalistas as versões dos fatos e das informações referentes ao que testemunharam. Essa é a forma mais tradicional de participação utilizada pelos sites de notícias. O meio digital favoreceu o contato, facilitando a localização de fontes pelas redes sociais, conforme os seus interesses e graus de participação na construção da narrativa noticiosa. Outra forma de contribuição do público é cedendo imagens e vídeos de lugares, eventos e fatos para complementar a matéria jornalística. Nesse tipo de participação do público, o jornalista tem o papel de:

  • A Gatekeeper.
  • B Gateopener.
  • C Gatebuilder.
  • D Gatewatcher.
  • E Crowdsourcer.

O Jornalismo Guiado por Dados (JGD) é uma abordagem jornalística que utiliza dados como principal fonte de informação para a produção de reportagens e narrativas. Esse modelo se baseia em coleta, análise e interpretação de grandes volumes de dados para construir histórias jornalísticas mais profundas, precisas e informadas. Trata-se de um exemplo de JGD:

  • A Criação de um infográfico estático sobre a evolução de uma doença no país, utilizando dados fornecidos por uma organização não governamental.
  • B Desenvolvimento de um estudo de caso sobre políticas públicas, apresentando uma narrativa baseada em entrevistas e análises qualitativas.
  • C Elaboração de um artigo investigativo que utiliza gráficos e tabelas com dados históricos de uma pesquisa acadêmica, apresentando as análises de maneira textual.
  • D Plataforma interativa que permite ao leitor explorar diferentes cenários econômicos, usando dados de mercado coletados de fontes públicas e privadas, com visualizações baseadas em variáveis selecionáveis.
  • E Série de reportagens sobre segurança pública que combina dados sobre índices criminais com informações qualitativas obtidas de entrevistas com especialistas, contextualizando os números através de relatos locais.