Questões de Leis e tratados internacionais (Direito Marítimo)

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A lei nº 2.180/1954 afirma que o Tribunal Marítimo exerce jurisdição sobre uma série de embarcações quando em águas jurisdicionais brasileiras, EXCETO:

  • A as embarcações de instrução da Marinha do Brasil.
  • B as embarcações pertencentes ao Exército brasileiro, ao Corpo de Bombeiros, à Polícia Federal e demais embarcações Militares.
  • C os navios de estados estrangeiros quando utilizados para fins comerciais.
  • D as aeronaves em voo se colidirem contra embarcação mercante.
  • E os navios da Marinha do Brasil quando utilizados no transporte remunerado de passageiros e cargas.

Durante uma inspeção de rotina em um navio de bandeira brasileira atracado em porto nacional, um inspetor da autoridade marítima identificou falhas nos equipamentos de combate a incêndio e ausência de exercícios regulares de abandono. Considerando as diretrizes da Convenção SOLAS (1974), qual princípio fundamental dessa convenção está sendo desrespeitado?

  • A A garantia de rotas seguras para o abandono do navio.
  • B A proteção da biodiversidade marinha em operações de combate a incêndio.
  • C A regulamentação das atividades de combate incêndio, prevista no Anexo B, da Convenção.
  • D A segurança da vida humana no mar, por meio de requisitos técnicos e operacionais obrigatórios para os navios.
  • E A segurança da navegação para implementação de zonas de navegação segura.

Com relação à atuação do Tribunal Marítimo brasileiro, instituído pela lei nº 2.180/54, e à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM/UNCLOS), é correto afirmar que:

  • A a CNUDM não se aplica em território brasileiro, pois, nesse caso, a jurisdição é exclusiva do Tribunal Marítimo.
  • B ambos têm jurisdição internacional e podem julgar disputas entre Estados sobre a delimitação de zonas econômicas exclusivas.
  • C o Tribunal Marítimo brasileiro atua no julgamento de crimes marítimos internacionais previstos na CNUDM.
  • D a CNUDM e a lei n° 2.180/54 possuem o mesmo escopo, sendo aplicadas exclusivamente no território brasileiro.
  • E a CNUDM rege o direito marítimo internacional, enquanto o Tribunal Marítimo atua no âmbito nacional e internacional, quando envolver embarcações nacionais, apurando acidentes e mantendo registros de embarcações.

Conforme a figura abaixo, qual embarcação deve manobrar para evitar o acidente da navegação segundo o Regulamento Internacional para evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM)?

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Fonte: Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar - RIPEAM-72

  • A As embarcações A e B devem guinar para boreste de acordo com a Regra 14 do RIPEAM.
  • B A embarcação B deve guinar para bombordo de acordo com a Regra 15 do RIPEAM.
  • C As embarcações A e B devem guinar para bombordo de acordo com a Regra 14 do RIPEAM.
  • D A embarcação A deve guinar para boreste de acordo com a Regra 14 do RIPEAM.
  • E A embarcação A deve guinar para bombordo de acordo com a Regra 11 do RIPEAM.

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) consolidou um amplo acordo da comunidade internacional voltado à governança e ao uso compartilhado dos espaços marítimos, tendo alcançado um número expressivo de ratificações pelos Estados-parte. Entre as disposições da CNUDM, estão os marcos e limites jurisdicionais dos Estados costeiros em relação aos espaços marítimos próximos aos seus litorais, com a definição de importantes conceitos como “mar territorial”, “alto-mar”, “plataforma continental”, “zona econômica exclusiva” e “zona contígua”.
Com base na CNUDM, é correto afirmar que:

  • A o mar territorial tem início na linha de base de referência e se superpõe à zona contígua por uma faixa de 24 milhas náuticas;
  • B a plataforma continental tem início no fim da zona econômica exclusiva e abrange as águas sobrejacentes do alto-mar até 350 milhas náuticas;
  • C a zona contígua é contígua ao seu mar territorial e não pode se estender além de 24 milhas náuticas, contadas a partir da linha de base de referência para a delimitação do mar territorial;
  • D o alto-mar começa onde termina o alcance do Acordo sobre Diversidade Biológica Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (Acordo BBNJ), com exceção das áreas marítimas sobrejacentes à plataforma continental estendida, quando esta ocorrer;
  • E a zona econômica exclusiva tem início com a zona contígua, estendendo-se até 200 milhas náuticas ou até o prolongamento da plataforma continental estendida, quando esta ocorrer, tendo como limite 350 milhas náuticas a partir da linha de base.