Questões de Educação e Ludicidade (Pedagogia)

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Para criar uma cultura colaborativa nas Instituições de Educação Infantil, é importante:

  • A considerar o que dizem e pensam apenas as educadoras.
  • B considerar o que diz e pensa apenas a coordenação pedagógica.
  • C considerar apenas a opinião das famílias.
  • D considerar que todos os profissionais e as famílias são importantes.
Em se tratando do tema brinquedos, brincadeiras e o brincar, a literatura sobre o assunto defende que:
  • A Para Freud, o brincar é um mecanismo psicológico que garante à criança manter uma certa distância em relação ao real. O brincar é o modelo do princípio do prazer oposto ao princípio da realidade. Brincar torna-se o arquétipo de toda atividade cultural que, como a arte, não se limita a uma relação simples com o real;
  • B A cultura lúdica compreende conteúdos universais que aparecem sob a forma de personagens conhecidos no mundo inteiro e produzem brincadeiras universais em função dos interesses comuns de todas as crianças, em todos os tempos e lugares. Isso porque a cultura lúdica é natural, já nasce com a criança, logo, todas as crianças já nascem sabendo brincar;
  • C As culturas lúdicas são idênticas em todos os lugares. O meio social, a cidade e o sexo da criança não determinam diferenciações entre as crianças na forma e nos conteúdos das brincadeiras. É evidente que se pode ter a mesma cultura lúdica aos 4 e aos 12 anos, visto que crianças são crianças em todos as idades, lugares e tempos;
  • D Quando nasce, a criança já está apta a brincar porque o brincar é natural ao ser humano. A criança constrói sua cultura lúdica exercitando aquilo que lhe é biológico, genético. Pode-se observar nas primeiras brincadeiras do bebê com a mãe que ele já nasce sabendo brincar, não sendo necessária a interferência de adultos ou de outras crianças, embora possam brincar juntos;
  • E A cultura lúdica infantil está isolada da cultura geral. Não importa o ambiente ou as condições materiais. O processo é direto porque se trata de uma interação direta pois, ao brincar, a criança interpreta os elementos do ambiente diretamente, de acordo com a interpretação objetiva que faz deles.
Ainda sobre o tema ˙ brinquedos, brincadeiras e o brincar, é correto afirmar que:
  • A Segundo Kishimoto, no livro Jogo, Brinquedo, Brincadeira e Educação, o brinquedo pode assumir função lúdica e educativa: na função lúdica, o brinquedo deve ser escolhido cuidadosamente pelos adultos para que a criança brinque, divirta-se e aprenda sobre os objetos do mundo; na função educativa, o brinquedo serve para ensinar as crianças os conteúdos escolares;
  • B Para Wallon, toda atividade da criança é lúdica, no sentido de que se exerce por si mesma, ou seja, as atividades lúdicas surgem livres, não instrumentais, exercendo-se pelo simples prazer que encontram em fazê-lo. Assim, é preciso que o educador/a prepare o espaço adequado para as explorações: para a criança brincar de andar, brincar de pular, brincar de subir e descer, de pôr e tirar, de empilhar e derrubar, de fazer e desfazer, de criar e destruir;
  • C Para Vygotsky, no livro A Imaginação e a Arte na Infância, a imaginação e a fantasia estão ligadas ao mundo irreal, ao que não se ajusta à realidade, havendo, portanto, uma fronteira impenetrável entre a fantasia e a realidade;
  • D Para Piaget, a brincadeira de faz de conta acontece desde o primeiro ano de vida do bebê, quando ele, estando no período sensório-motor, busca conhecer o significado dos objetos do mundo, dos eventos, e ainda começa, ainda nesta fase, a expressar seus sonhos e fantasias e assumir papeis presentes no contexto social.
  • E NDA (nenhuma das alternativas)
Sobre a brincadeira de faz de conta,
  • A Segundo Kishimoto (2010), no livro intitulado Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação, a brincadeira do faz de conta pode ser chamada de: jogo imaginativo, jogo de faz de conta, jogo de papeis ou jogo sócio dramático. Para ela, nesse tipo de brincadeira as crianças simulam situações e histórias, o que as retira da realidade e as torna menos aptas a aprenderem sobre o mundo físico e social. Por isso, o ideal são as brincadeiras dirigidas pelos/as professores/as;
  • B Para Piaget, a criança assimila o mundo de forma real quando brinca, ou seja, na brincadeira ela compromete-se com a realidade, prestando atenção às funções que os objetos tem nela, e sua interação com os objetos do mundo depende da natureza do objeto e não da função que a criança lhe atribui;
  • C Freud, no texto O poeta e a Fantasia, diz que "cada criança em suas brincadeiras se comporta como um poeta, enquanto cria seu mundo próprio ou, dizendo melhor, enquanto transpõe os elementos formadores de seu mundo para uma nova ordem, mais agradável e conveniente para ela";
  • D Segundo Kishimoto (2010), no livro intitulado Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação, a brincadeira de faz de conta implica na aprendizagem pelas crianças dos significados dos objetos da realidade, a exemplo de quando ela manipula objetos e extrai as propriedades desses objetos, percebendo suas forma, cheiros, texturas e seus usos;
  • E Vygotsky dá ênfase à ação e ao significado do brincar porque quando brinca de faz de conta, a criança começa a conhecer as propriedades dos objetos do mundo, percebendo suas formas, texturas, cheiros, sons, ou seja, ela aprende a usar os objetos como eles realmente são. Na aprendizagem formal isso também seria possível.

A literatura não é um texto acabado que obriga a criança a aceitá-lo de forma passiva, mas um processo contínuo de descoberta e de autocriação. As primeiras experiências da criança com a leitura de textos literários tornam-se significativas por apresentarem duas dimensões primordiais: a da sensibilidade para o estético e a do conhecimento. Aprende-se e conhece-se por meio da leitura do texto literário, no entanto, não há necessidade de imporem-se conhecimentos, formatando a criança dentro de princípios racionais, que idealizam o ser e o elegem como alguém, que deve tornar-se estritamente cumpridor de deveres (Literatura : ensino fundamental / Coordenação, Aparecida Paiva, Francisca Maciel, Rildo Cosson. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010). A partir desta reflexão, atribua (V) verdadeiro ou (F) falso aos itens e indique a alternativa que apresenta sequência correspondente:
( ) A literatura infantil aponta para outras maneiras de ser, outros caminhos a serem percorridos, que no plano real seria quase impossível. ( ) A origem da literatura infantil está associada à transmissão oral de histórias e à mediação da voz do adulto que oraliza um texto escrito. ( ) A literatura infantil, considerada universal, amplia horizontes, pois sua recepção pela criança é marcada por um profundo sentido de encontro, consigo mesma. ( ) A literatura infantil está vinculada ao belo, ao prazer, ao lúdico, nela a preocupação com o ensinar, não deve ter vinculação com o dever ser, mas com o sensorial e o emocional.

  • A V – V – F – V.
  • B V – F – V – F.
  • C F – V – V – V.
  • D V – V – V – V.