Leia a situação hipotética abaixo.
Em uma sala de aula do 4º ano, a professora percebe que Marcela chega visivelmente abatida, segura o braço com desconforto e evita contato visual. Apesar do clima quente, ela mantém o casaco fechado e demonstra retraimento durante as interações com colegas. Seu histórico escolar revela faltas frequentes às sextas-feiras e queda no rendimento. Ao final da aula, em um momento de escuta individual, Marcela, com voz trêmula, relata que em casa ocorrem brigas intensas mencionando situações que sugerem violência familiar e pedindo que a professora “não conte para ninguém”.
Considerando as determinações legais vigentes, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o procedimento legalmente esperado diante dessa situação é:
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A buscar confirmação informal dos fatos com vizinhos e familiares próximos, aguardar uma possível visita domiciliar e deliberar depois sobre a necessidade de acionar o Conselho Tutelar, evitando exposição prematura do caso.
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B convocar reunião com os responsáveis para tentar resolver o caso internamente, reorganizar a rotina da aluna restringindo sua participação em atividades externas até que a escola avalie novamente a situação.
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C realizar escuta qualificada, registrar a ocorrência em documento restrito, comunicar imediatamente a direção e o Conselho Tutelar e, havendo risco iminente, acionar a autoridade policial.
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D registrar o ocorrido em ata do colegiado, encaminhar relatório ao Conselho Tutelar no fechamento do mês, orientar a professora a não retomar o assunto com a aluna para evitar sofrimento emocional e planejar ações educativas preventivas em data posterior.