Questões de A questão ambiental (Sociologia)

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Em relação à sociologia rural, julgue o item a seguir.


As práticas agroecológicas têm como objetivo auxiliar as famílias a continuarem no campo, através do uso sustentável dos solos, do respeito aos conhecimentos tradicionais, da preservação dos recursos naturais e da autonomia dos pequenos agricultores, que vendem seus produtos diretamente aos clientes, sem a intervenção de intermediários.

  • Certo
  • Errado

Leia o fragmento a seguir:

“Mostra-se nesse trabalho como o recurso às queimadas deve parecer aos colonos estabelecidos em mata virgem, de uma tão patente necessidade que não lhes ocorre, sequer, a lembrança de outros métodos de desbravamento. Parece-lhes que a produtividade do solo desbravado e destocado sem auxílio do fogo não é tão grande que compense o trabalho gasto em seu arroteio, tanto mais quanto são quase sempre mínimas as perspectivas de mercado próximo para a madeira cortada”.

(HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, Edição comemorativa 70 anos, 2006 - p. 59.)

O autor alude a uma prática recorrente no estabelecimento das áreas rurais do território brasileiro, denominando-a por persistência da lavoura de tipo

  • A produtivo.
  • B predatório.
  • C colonial.
  • D sustentável.
A promessa sociológica, entendida de maneira abrangente, possibilita uma análise integrada de todos os aspectos institucionais da sociedade, levando em conta as interações entre os níveis macro (estrutural) e micro (da psicologia social) da realidade. A promessa de uma perspectiva holística das relações sociais invariavelmente convida os sociólogos a proporem questões amplas sobre a interrelação entre sociedades e suas bases de recursos.

BUTTEL, Frederick. A sociologia e o meio ambiente: um caminho tortuoso rumo à ecologia humana. Perspectivas, São Paulo, 15: 1992.

A sociologia ambiental se conformou como estudo da disciplina sociológica por meio da
  • A consideração da metodologia das ciências biológicas como o evolucionismo darwinista.
  • B recuperação da tradição marxista que considerou variáveis ecológicas na observação de fenômenos sociais.
  • C compreensão da relação entre o substrato ecológico e material da existência humana.
  • D admissão da ecologia comportamental que se fundamenta no determinismo geográfico.

“Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez a nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem diria disse que a gente não pode cair¿ Quem disse que a gente já não caiu¿ Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagárin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.” (KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Pág. 58.)
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:

  • A significa o mesmo que “Multinaturalismo”, por oposição ao “Multiculturalismo” que se fez muito presente na visão antropocêntrica ao longo da história.
  • B é a visão que une homem e natureza, muito presente nas sociedades indígenas.
  • C Possui uma similaridade com o conceito de “Perspectivismo Ameríndio” de Eduardo Viveiros de Castro.
  • D foi popularizado em 2000 pelo químico holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de química em 1995, para designar uma nova época geológica caracterizada pelo impacto do homem na Terra.
  • E é o oposto do conceito de “Antropocentrismo”. Ou seja, é a visão segundo a qual tudo já está previamente definido na vida em sociedade por forças que extrapolam a capacidade humana, como por exemplo a força da natureza ou dos deuses, como é muito comum em sociedades simples ou arcaicas.

Sempre defendi que os direitos do homem, por mais fundamentais que sejam, são direitos históricos, nascidos em certas circunstâncias, caracterizadas por lutas em defesa de novas liberdades contra velhos poderes, e nascidos de modo gradual, não todos de uma vez e nem de uma vez por todas. A liberdade religiosa, por exemplo, é um efeito das guerras de religião; as liberdades civis, da luta dos parlamentos contra os soberanos absolutos; a liberdade política e as liberdades sociais, do nascimento, crescimento e amadurecimento do movimento dos trabalhadores assalariados e dos mais pobres, que exigem dos poderes públicos também a proteção do trabalho contra o desemprego. Ao lado dos direitos sociais (de segunda geração), emergiram hoje os chamados direitos de terceira geração, como o de viver em um ambiente não poluído, e os de quarta geração, referentes aos efeitos cada vez mais traumáticos da pesquisa biológica e do desenvolvimento da informática.

Adaptado de BOBBIO, N. A Era dos Direitos.

Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 9-11.


Com base no texto, assinale a afirmativa que caracteriza corretamente a reflexão sociológica de Norberto Bobbio sobre os direitos humanos. 

  • A Os direitos humanos são históricos, fruto de uma evolução cultural da civilização e de um processo progressivo de racionalização, que os estende a todos os homens.
  • B Os direitos de primeira geração, à instrução, saúde e assistência por exemplo, prepararam o terreno para a conquista dos direitos às liberdades religiosa e civil.
  • C Os direitos de segunda geração visavam limitar a ingerência do Estado e reservar, para os indivíduos, uma esfera de liberdade em relação ao poder opressivo do Estado.
  • D Os direitos de terceira e quarta gerações são, entre outros, viver em um ambiente não poluído, ter direito à privacidade e à integridade do próprio patrimônio genético.
  • E Os direitos do homem, independente de sua geração, são naturais, inalienáveis e invioláveis, e o reconhecimento desses atributos é fundamental para garantir a sua tutela.