Resumo de Sociologia - Relações Sociais

Conheças as dimensões e implicações do conceito 


O termo relações sociais denomina o conjunto amplo de interações que os indivíduos estabelecem no convívio em sociedade. Como conceito, ele é explorado por diferentes campos de estudo, como a sociologia, história e psicologia. Ele atesta a interdependência dos sujeitos que compartilham os mesmos espaços sociais e se destaca como um elemento de transformação dos contextos sociais. 
A vida em sociedade requer que sejam estabelecidas relações sociais com familiares, amigos, colegas de trabalhos e demais pessoas que estão em proximidade geográfica. E, com o advento das tecnologias de comunicação, muitas vezes, essas relações rompem as limitações de espaço. Mas ainda que seja um dado fundamental para as sociedades, as relações sociais não se dão de maneira heterogênea em todos os contextos. 
A interferência de fatores históricos, culturais, políticos e econômicos produzem configurações distintas nos modos como os sujeitos interagem entre si. Como exemplo dessas distinções, é possível citar os chamados choques culturais, que nada mais são do que a expressão do encontro das diferenças no modo de se relacionar. A desigualdade social também é apontada como um fenômeno que interfere nas relações sociais, em especial, nas que se estabelecem entre indivíduos de classes sociais hierarquicamente distintas. 



Tipos de relações sociais 


De acordo com o grau de proximidade e afetividade existente entre os indivíduos, as interações que eles estabelecem podem ser classificadas como sendo de duas naturezas distintas, nomeadamente formal e informal. As relações formais correspondem aos vínculos que se estabelecem com polidez, rigor e certo distanciamento entre os indivíduos. Nesse tipo de relação, o afeto entre as partes envolvidas é um elemento secundário. 
Em geral, os indivíduos que mantém uma relação formal o fazem por imposição de fatores que lhe são externos, no cumprimento de obrigações. Esse tipo de vínculo é comum entre pessoas que possuem classe ou status sociais diferentes, como nos níveis hierárquicos existentes no ambiente de trabalho. Elas se dão por interesses econômico, comercial, político, pedagógico e outros. 
As relações informais, por outro lado, são marcadas pela existência de afeto entre os envolvidos. E, em geral, se dão entre pessoas que se conhecem durante um longo período de tempo. Uma característica desse tipo de relação é o uso predominante da linguagem coloquial. Geralmente, elas se estabelecem entre amigos e em alguns contextos familiares. 
Embora existam distinções entre esses dois tipos de relações sociais, os diferentes contextos podem requerer que os indivíduos permutem entre a formalidade e a informalidade sem que haja mudança do interlocutor. Como exemplo, podemos pensar em amigos que trabalham na mesma instituição. O ambiente de trabalho pode requerer que eles mantenham uma postura formal que, não necessariamente, precisa existir em outros espaços. 

O marxismo e as relações sociais 


Dentro de uma perspectiva marxista, as relações sociais estão intimamente ligadas com as forças produtivas e os meios de produção. De acordo com o sociólogo e filósofo alemão Karl Marx, esses elementos inerentes às relações de trabalho são constitutivos das relações de sociabilidade que se estabelecem entre os sujeitos. 
Sendo assim, conforme acontecem ou são promovidas alterações na força produtiva, modificam-se os meios de produção. E, como consequência dessas novas dinâmicas, alteram-se as relações entre os indivíduos. A construção desse argumento marxista perpassa uma análise histórica das formas de sociabilidade e dos elementos aos quais elas estão associadas. 
Desse modo, a análise atende ao método de construção do conhecimento elaborado Marx, o materialismo dialético, ao passo em que subsidia a construção da ideia de alienação promovida pelo sistema capitalista. De acordo com o sociólogo, as relações entre produtor e produto impostas pelo capitalismo, ao retirar do trabalhador a posse dos meios de produção e fragmentar a realização das atividades, cria um cenário de desumanização. 
Com isso, a classe burguesa, detentora dos meios de produção, explora o proletariado, ao mesmo tempo em que inviabiliza possibilidades de transformação da estrutura posta. Ainda em uma perspectiva marxista, a construção de um novo sistema econômico e de produção perpassa “a reconstrução das relações sociais” entre os membros da classe burguesa
Nesse contexto, a consciência de classe faria com que esses indivíduos se vissem como vítimas do mesmo sistema de exploração. E a partir daí seria possível a construção de uma luta coletiva denominada luta de classes, que resultaria no comunismo. Nesse sistema socioeconômico, os meios de produção pertencem à classe operária e as relações sociais se dão em uma sociedade justa e igualitária. 
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