Resumo de Sociologia - Movimentos Sociais

Conceito e principais características

Os movimentos sociais referem-se à organização de grupos formados por indivíduos que lutam em prol de uma causa coletiva. Viver em uma sociedade multifacetada como a nossa é um desafio constante para todos, pois é preciso se adequar aos diferentes perfis e às necessidades sociais. Diante desse contexto, surge a divisão de grupos e classes, que segundo Karl Max é impulsionada pelo capitalismo.
Tal sistema econômico traz em sua história muitas críticas, justamente por ser um modelo que favorece a desigualdade social e consequentemente diversos conflitos, que por vezes tornam-se principais motivações para a criação de uma ferramenta de intervenção.
É a partir desse ponto que os movimentos sociais ganham forma, demonstrando, inclusive, uma forte relação entre os membros da sociedade e o Estado. Geralmente as manifestações surgem a partir do desejo por justiça e mudanças sociais, políticas e econômicas, assim como pela vontade de ampliar ou conquistar direitos garantidos pela constituição, tais como educação, saúde, moradia, alimentação, trabalho, segurança, dentre outros.
Desse modo, esses grupos mobilizam toda sociedade e mantêm uma estrutura hierarquizada, com uma figura de líder para administrar as ações. Uma outra característica importante dos movimentos sociais é a construção de suas imagens, representadas simbolicamente através dos discursos e práticas adotadas. A ideologia e o projeto são pontos que auxiliam a articulação do grupo e colaboram para a definição das pautas de reivindicações.
Estudiosos apontam que os movimentos sempre existiram e essas forças organizadas são, de certa forma, importantes para a manutenção da democracia. Tais movimentos podem ser representados por meio de passeatas, marchas, greves, ocupações de espaços públicos, fechamento de ruas e diversas outras formas que possam articular suas ideias e chamar a atenção do governo e da população em geral para suas causas.

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Tipos

São diversos fatores que podem desencadear a formação de movimentos sociais e vale destacar que as causas abordadas por estes grupos podem ser contrárias ou não às temáticas da sociedade. Levando-se em consideração essa característica, é possível classificar os movimentos basicamente em dois tipos:
Movimentos conjunturais: são formados por grupos de pessoas que têm uma demanda pontual e de curto prazo, por isso nem sempre são tão organizados. Geralmente as reivindicações estão atreladas aos fatores socioeconômicos, a exemplo dos pedidos de redução do preço de combustíveis, passagens de ônibus, dentre outros itens.
Movimentos estruturais: são aqueles representados por grupos que têm demandas e objetivos a longo prazo. Costumam abordar questões que muitas vezes exigem uma reestruturação social. São os casos dos movimentos contra o racismo, movimento dos sem terra, movimento feminista, movimento trabalhista, movimento ambientalista, movimento LGBTQIA+, etc.

Movimentos Sociais no Brasil

No Brasil, os movimentos sociais sempre existiram e marcaram diferentes períodos da sua história. Apesar da formação de grupos ter ocorrido de maneira diferente dos dias atuais, desde a época do Brasil colônia existiam manifestações impulsionadas por diversos fatores, especialmente por conta da política, religião e economia.
A Inconfidência Mineira, por exemplo, foi um dos movimentos sociais importantes para a história do Brasil, pois marcou a luta dos cidadãos mineiros pelo desejo de estabelecer uma república independente de Portugal. A alta cobrança de impostos foi um dos fatores que motivou a formação de grupos organizados pela elite da capitania.
Na época imperial, diversos grupos se organizaram pelo país, cada um com suas aspirações e características. É possível citar a Cabanagem, Balaiada, Revolução Farroupilha, Sabinada, entre outros.
Já no período republicano é possível destacar a Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata, o Movimento Tenentista, a Revolução Constitucionalista, o Movimento Militar de 1964, as Diretas Já nos anos 80, os movimento Caras Pintadas em 1992 e muitos outros.
Os movimentos sociais tornaram-se mais estruturados com o passar do tempo e hoje percebe-se a existência de grupos que adotam estratégias planejadas para irem em busca dos seus objetivos. Não só isso, contam também com uma estrutura organizada e conseguem até mesmo criar fóruns nacionais para debates das suas pautas, que por sinal, têm cada vez mais cunho social e cultural.
É o caso do Movimento Sem Terra (MST), que surgiu no ano de 1984 como um movimento social camponês, cujo objetivo era o de lutar pela melhor distribuição de terra e por mudanças sociais no país. Atualmente, além da reforma agrária, levanta muitas outras bandeiras, como diversidade étnica, saúde pública, sistema político, combate à violência sexista, democratização da comunicação, desenvolvimento da economia e muito mais.
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