Resumo de Química - Monóxido de carbono

O monóxido de carbono, também chamado de “assassino silencioso”, é caracterizado como um gás incolor, inodoro e muito inflamável.

A fórmula química do monóxido de carbono é CO. A sua formação é feita quando os combustíveis são queimados de forma incompleta por fontes naturais ou não, em situações com pouco oxigênio. Por combustão incompleta entende-se que é aquela em que falta oxigênio para consumir todo o combustível.

O monóxido de carbono é facilmente encontrado em incêndios, fumaças emitidas por automóveis, indústrias e, até, nas residências através de fornos e fogões a lenha.

Características do monóxido de carbono

O monóxido de carbono, como o nome anuncia, possui  carbono na sua composição. Ele é um composto inorgânico, que pertence ao grupo dos óxidos. Sua classificação é como óxido neutro ou indiferente.

O monóxido de carbono não reage com água e nem com ácidos ou bases, mas reage com o oxigênio do ar, pelo processo de combustão, o que resulta na formação do gás carbônico.

No processo químico existem dois fatores diferentes que resultam da combustão. Quando ocorre a combustão completa de um combustível como gasolina, carvão, óleo diesel, gás natural e etanol, há a produção de gás carbônico e água.

Contudo, quando há uma combustão incompleta, ou seja, quando o oxigênio não é suficiente ou  existe um grande número de átomos de carbono no combustível, ocorre a formação de monóxido de carbono e água.

Dados:

Fórmula do monóxido de carbono: CO
Massa molar: 28,01 g/mol
IUPAC: Carbon monoxide
Densidade: 1,14 kg/m³
Ponto de ebulição: -191,5 °C
Ponto de fusão: -205 °C

 

Toxicidade

O monóxido de carbono é altamente perigoso por ser tóxico e, se inalado, leva o indivíduo à morte.

O perigo de inalação pode estar na cozinha de casa, pois esse é um ambiente em que o CO é constantemente produzido. A queima de gás butano (gás de fogão) é um dos responsáveis pela produção dessa substância, assim como o mau funcionamento do exaustor em cozinhas abafadas também propicia a sua produção.

Por não possuir cheiro, nem cor, o monóxido de carbono dificulta a sua identificação no ambiente. Por isso, os casos de inalação e intoxicação são imperceptíveis. Por conta disso, há registros de vazamentos  letais envolvendo essa substância, não sendo identificada em tempo hábil para salvar vidas.

No entanto, existe um parâmetro para identificar o grau de toxicidade do monóxido de carbono. Quando a concentração é menor do que 400 ppm (partes por milhão) considera-se como baixo risco. Acima desse valor é considerado como alto risco de mortalidade.

Nas fábricas, indústrias e em ambientes que produzem CO é comum, como conduta de prevenção, ter animais de pequeno porte, como aves. Isso porque o óbito desses animais pode ser um indício de perigo, já que eles são os primeiros a serem intoxicados.

A inalação do CO é difundido para os vasos sanguíneos, diminuindo a quantidade de hemoglobina disponível para o transporte de oxigênio. Nos casos brandos, os sintomas mais comuns do envenenamento são dores de cabeça e no peito, tonturas, confusão, fraqueza, náuseas e vômitos. Nas ocorrências mais graves podem acontecer a perda da consciência e morte.

Aplicabilidade

O monóxido de carbono, embora seja prejudicial à saúde e ao meio ambiente, é usado na redução de compostos orgânicos como ácido acético, plásticos, metanol, hidrocarbonetos, carbonato de dimetilo etc, atuando como um agente que inibe oxigênio de muitos compostos em processos industriais, como na produção de ferro e outros metais.

Também auxilia na produção de composto volátil quando combinado com o níquel metálico. Durante a Segunda Guerra Mundial, o CO foi usado contra as pessoas, na sua forma mais pura, levando-as à mortalidade.

Essa substância também já foi muito utilizada como combustível, sob o nome de “gás de síntese”, em referência ao processo feito através do vapor de água sobre carvão superaquecido, o que resulta em uma mistura de CO, hidrogênio, nitrogênio e dióxido de carbono.

O CO, atualmente, é muito usado na área industrial como matéria-prima. Isso devido à facilidade de obtenção a partir de reservas carbonadas básicas, como o carvão ou gás natural. Nas siderúrgicas, por exemplo, o monóxido de carbono é usado para reduzir o óxido de ferro presente na hematita, para formar o ferro metálico.

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