Resumo de Sociologia - Mobilidade Social

Conceito que explica as mudanças de estrato social no capitalismo


A mobilidade social pressupõe a existência de condições que possibilite aos sujeitos oscilar entre as posições sociais existentes no contexto em que vivem. Desse modo, o conceito pressupõe a existência de uma sociedade estratificada em classes definidas por fatores econômicos. Esse cenário somente é observado a partir da estruturação da sociedade moderna. Antes disso, a organização social vigente era a de estamentos, que não permitia mobilidade dos sujeitos entre os grupos sociais. 
Em um cenário em que a mobilidade social é possível, o indivíduo que nasce na classe C pode ascender socialmente e integrar a classe B, por exemplo. Contudo, o caminho inverso também é possível. Neste artigo, vamos falar um pouco acerca dos fatores que influenciam positivamente e negativamente a mudança de posição social e também apresentamos os tipos de mobilidade social descritos pela sociologia. Continue a leitura e aprenda mais sobre o conceito! 

O que possibilita a mobilidade social? 


A mobilidade social é um elemento característico do capitalismo. Isso porque é esse sistema econômico que estrutura a sociedade em grupos utilizando como critério o acúmulo de capital financeiro. Antes disso, no período feudal, a divisão dos estamentos (rei, nobres, clero e povo) era fixa. E mesmo com o surgimento da burguesia, no período da Baixa Idade Média, as mudanças de posição social não eram um fenômeno característico do momento histórico. Contudo, vale ressaltar que o surgimento desse grupo social cria condições para mudanças mais radicais na forma de estruturação da sociedade. 
Com o desenvolvimento do capitalismo industrial e a formação dos Estados modernos, os grupos sociais passam a ser organizados de acordo com a posse de capital. Apesar da rigidez que caracteriza essa estrutura, ela apresenta possibilidades de mudanças. E o fator principal para que ela ocorra é a modificação no padrão de renda, seja por acúmulo ou perda de riquezas. Nesse contexto, um elemento importante é a ascensão profissional, situação em que o trabalhador passa a desenvolver funções hierarquicamente superiores e, por isso, mais bem remuneradas. 

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Outro fator que influencia na mobilidade social é a qualificação por meio do acesso à educação formal. Esse elemento, está intimamente ligado aos que foram apresentados anteriormente, pois em um contexto ideal, quanto maior o nível de escolaridade maiores são as chances de receber melhores salários. Entretanto, a influência desses fatores enfrenta sérias limitações em sociedades que apresentam altos níveis de desigualdade social, como é o caso brasileiro. 
Nesses contextos, a mobilidade social carece de ações de governo com o propósito de reduzir as desigualdades. Só assim, com o estado ocupando o papel de equalizador das desigualdades, é possível que os indivíduos menos favorecidos tenham a oportunidade de ocupar posições hierarquicamente superiores àqueles que são atribuídas à sua classe social. 

Toda mobilidade é ascendente? 


É bem verdade que ascender socialmente é o desejo da maior parte da população inserida dentro do capitalismo, contudo essa não é a única possibilidade de mudança de posição apresentada pelo sistema. Nas situações em que o indivíduo perde renda, por exemplo, acontece o que a sociologia chama de mobilidade descendente. Essas situações são observadas, sobretudo, nos contextos de crise econômica, já que acontece o empobrecimento das famílias. Por outro lado, quando há enriquecimento e uma pessoa migra da classe C para B, por exemplo, acontece a mobilidade ascendente. Ambas são subcategorias da mobilidade social vertical
Também é possível que a mobilidade aconteça sem mudança de estrato social. Isso acontece quando o indivíduo muda de ocupação, mas não passa a receber o suficiente para que a faixa de renda em que está inserido sofra qualquer tipo de alteração. Nesses contextos, ele adquire maior capital simbólico ou social, por exemplo. Também acontece quando, no âmbito das igrejas, um sacerdote recebe uma honraria que o diferencia dos demais. Nas situações descritas, acontece a chamada mobilidade social horizontal
Outras terminologias adotadas para classificar o fenômeno da mobilidade são intergeracional e intrageracional. Essas tipificações são adotadas tomando como critério as diferenças de geração em que a mudança de posição social acontece. A primeira categoria diz respeito às variações ocorridas entre diferentes gerações de uma mesma família. Isso acontece, por exemplo, quando os filhos ou netos de pessoas que não tiveram acesso à educação, ingressam no ensino superior. A mobilidade social intrageracional, por outro lado, acontece dentro da mesma geração. 
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