Resumo de Sociologia - Luta de classes

Conceito e perspectiva de Marx e Engels

Luta de classes é um fenômeno social marcado por uma oposição de ideias entre grupos diferentes. Essas visões antagônicas podem ser observas em diferentes esferas e muitas vezes referem-se à defesa de próprios interesses.
A expressão originou-se a partir da teoria do sociólogo alemão Karl Marx. Na visão do estudioso, a luta de classes é a principal motivação para as mudanças sociais. Para Marx, as condições materiais dos indivíduos influenciam na sua formação e consequentemente na divisão de grupos.
Seguindo a linha de raciocínio do sociólogo, é justamente a partir das classes sociais que se iniciam os conflitos, pois a cultura, a educação, o status e até mesmo a exclusão e desigualdade social correspondem a fatores que estão intimamente ligados à condição material do homem. E tais condições impulsionam o desejo de transformações e ao mesmo tempo aumentam a possibilidade de competição.
Friedrich Engels, teórico e braço direito de Marx, é outro nome de destaque na sociologia. Uma das reflexões de Engels é que “a história da humanidade é a história da luta de classes”. A afirmação resume a teoria do marxismo, a qual os filósofos tentavam explicar que a dinâmica de produção capitalista era o principal causador de conflitos sociais, já que nesse sistema de produção uma pequena parcela lucra a partir da força de trabalho da maioria.
O marxismo criado por Marx e Engels era amparado nas ideias socialistas e ganhou força no final do século XIX, influenciando muitos movimentos sociais que, inclusive, existem até os dias de hoje. O movimento feminista, por exemplo, representa a luta de gênero contra a violência e em prol da igualdade de direitos na sociedade. Mas, há ainda o movimento feminista marxista, uma ramificação desse grupo, que traz à tona argumentos voltados aos motivos pelos quais a classe é oprimida pelo sistema capitalista.

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Luta de classes: burguesia x proletariado


Um conceito importante que complementa o estudo sobre a luta de classes é sobre o termo “mais valia”: sistema que explica a relação de trabalho entre as classes burguesa e proletária, em que o valor do trabalho realizado não é proporcional ao lucro.
O antagonismo entre a burguesia e o proletariado era sempre colocado em “xeque” por Marx e foi a partir dessa teoria que surgiram as primeiras greves e manifestações trabalhistas. Com isso, ao longo dos anos surgiram então as mediações realizadas pelo Estado, as leis, e os sindicatos formados por grupos de trabalhadores.
Para Marx, a luta de classes só deixará de existir com o fim do capitalismo, pois essa relação de compra e venda de força de trabalho resulta em uma alienação. Tal fato impossibilita que o indivíduo enxergue a si mesmo, suas reais necessidades e lutem por suas escolhas.
Trazendo esse pensamento para contemporaneidade, a luta de classes também está relacionada às questões de raça. Historicamente, o capitalismo e a questão racial sempre estiveram juntos e, apesar do aumento da população negra em posições de destaque na sociedade, ainda existe uma diferença significativa em relação ao número de ocupações estratégicas feitas por brancos no mercado. Para alguns estudiosos, enquanto houver racismo será difícil construir uma sociedade livre de opressão e sem conflitos de um grupo sobre o outro.

Formas de conflitos

A luta de classes pode ser motivada por várias questões, tais como fatores socioeconômicos, políticos e ideológicos. Da mesma maneira, essas divergências podem assumir diferentes formas de conflitos entre as classes. As guerras travadas entre os países, greves e manifestações, e movimentos sociais são alguns dos exemplos.
No Brasil, alguns grupos se destacam por sua ampla e forte atuação, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que originou-se na década de 80 e a partir da luta pela conquista de terra e reforma agrária no país. Atualmente, o grupo é formado por mais de 350 mil famílias que se organizam em núcleos e em acampamentos espalhados por todo o país. 
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