Resumo de Química - Lítio

Elemento que pertence à família 1A


O lítio (em grego , que significa “pedra”) é o metal alcalino mais leve que existe, uma vez que a sua densidade ( 0,535 g/cm³) é metade do que é encontrado na água em condições normais de pressão e temperatura. Como é bastante reativo, não é visto em abundância na natureza, fazendo parte somente da composição de algumas rochas, sais naturais, águas salgadas e termais.
Esse elemento químico serve para diversas aplicações industriais, a exemplo da fabricação de pilhas e baterias de celulares e computadores portáteis, e tratamentos terapêuticos, como o de controle do transtorno afetivo bipolar (TAB).

Como o lítio foi descoberto?

Em 1790, o naturalista José Bonifácio – mais conhecido como o patriarca da independência do Brasil – descobriu o mineral petalita, que ao ser colocado no fogo mudava a coloração. Anos depois, em 1817, o químico sueco Johan August Arfvedson – durante análises de amostras do mesmo mineral – percebeu a presença de um outro elemento em sua composição.
Até esse momento, foram consideradas apenas indicações de um novo metal, mas os estudos acabaram não sendo desenvolvidos. Somente em 1855 que o lítio foi isolado pela primeira vez. O químicos Robert Bunsen e August Matthiessen realizaram a eletrólise do cloreto de lítio, processo que consiste no uso de uma fonte de energia para estimular uma reação química que resulta em substâncias simples ou compostas que não existem na natureza ou não são encontradas em grandes proporções.
Após a descoberta das propriedades desse metal e de seus derivados, a produção industrial intensificou-se ao longo dos anos. O método de isolamento por eletrólise é utilizado até os dias atuais.


Principais características

O lítio, cujo símbolo na tabela periódica é Li, pertence ao grupo 1 (família 1A) – classificação dos chamados metais alcalinos. Possui número atômico 3, massa atômica 7u e na sua estrutura apresenta três elétrons e três prótrons. Quando está na sua forma pura, é macio e tem coloração branco-prateada.
Assim como os outros alcalinos, a exemplo do sódio (Na), potássio (K), rubídio (Rb), césio (Cs) e frâncio (Fr), no momento que reage com a água forma um hidróxido; e quando esse processo acontece com o oxigênio acaba produzindo um óxido.
Apesar da maciez, ao fazer uma comparativo entre os elementos da mesma família, o lítio é o mais duro e o de menor densidade. Além dessas características, apresenta:
  • Pouca solubilidade;
  • Baixos pontos de fusão e ebulição;
  • É sólido em temperatura ambiente;
  • Bom condutor de eletricidade;
  • Tem alto poder de reatividade e eletropositividade elevada;
  • Bastante inflamável;
  • Apresenta um aspecto acinzentado quando entra em contato com o ar ou a água;
  • Possui baixa eletronegatividade e energia de ionização.

Aplicações práticas

Por causa da sua capacidade condutora de eletricidade e maior durabilidade diante dos ciclos de carga e descarga, as baterias de íons de lítio são muito usadas em aparelhos celulares, notebooks e carros. Já em razão da leveza é utilizado na produção de ligas metálicas, principalmente pelas indústrias aeroespacial e automobilísticas, que necessitam de peças leves porém resistentes.
Esse metal também serve como reagente e catalisador nos processos de fabricação de polímeros. E é ainda um dos componentes das misturas para “temperar” vidros e cerâmicas, pois torna os utensílios mais resistente ao calor, e dos lubrificantes para máquinas que funcionam sob altas temperaturas.
Para além dessas aplicações industriais, o lítio tem destaque na medicina. As suas pilhas, por exemplo, aumentam a eficácia do funcionamento dos marcapassos cardíacos. O carbonato de lítio, por sua vez, é a base de medicamentos voltados para tratamentos psiquiátricos, sendo que alguns são indicados desde 1949.
Como esses remédios provocam uma certa estabilidade no humor, atualmente é uma das primeiras opções no cuidado e controle do transtorno bipolar e certos quadros de depressão. A literatura médica também já tem registrado ação protetiva dessa substância contra o Alzheimer e doenças que atingem o sistema nervoso central, como Parkinson, lesão medular e ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).
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