Resumo de Sociologia - Inclusão Social

Uma forma de integrar os diferentes grupos sociais

O termo inclusão social refere-se ao conjunto de políticas públicas ou ações que promovem a inserção de pessoas ou grupos, que historicamente foram excluídos da sociedade. Sendo assim, a inclusão social está em garantir meios para que todos os indivíduos tenham acesso aos direitos básicos, como educação, saúde, segurança, emprego e renda, cultura, lazer.
Quando se observa a construção da sociedade brasileira, por exemplo, pode-se perceber que esse processo se deu de forma desigual. Mesmo após a abolição da escravatura no Brasil, a população negra e pobre continuou sendo marginalizada, o que resultou nessa divisão social que pode ser vista hoje. Para minimizar os efeitos desse processo excludente, muitas ações de inclusão tem sido realizadas, no sentido de tornar o acesso aos bens de serviço mais democráticos. 
Um exemplo de medida de inclusão social é o sistema de cotas nas universidades. Por questões históricas, o povo negro raramente ocupava esses espaços, mas na tentativa de reverter esse processo, as cotam atuam como um mecanismo que possibilita a inclusão desse grupo no ensino superior. Outras ações de inclusão que estão sendo cada vez mais cobradas são as que garantem meios para inserir os deficientes físicos, idosos, surdos e cegos em todos os espaços públicos. 



Inclusão Social x Exclusão Social


Se a inclusão social pode ser entendida como um forma de inserir as pessoas que por muito tempo foram privadas de direitos básicos, a exclusão social, seu oposto, é caracterizada pelo afastamento de pessoas e grupos sociais de todas as áreas da vida social. São exemplos de exclusão social:

  • No Brasil e no mundo, milhões de crianças em idade escolar não frequentam as escolas; 
  • Anualmente milhares de crianças morrem por doenças causadas pela ausência de saneamento básico;
  • Nos países subdesenvolvidos ou considerados emergentes, o número de deficientes físicos que frequentas as escolas é inferior a 2%;
  • Mesmo com a inserção de políticas públicas e programas que oferecem bolsas, o número de pessoas de baixa renda que frequentam as universidades ainda é baixo.


Se os governos não oferecerem as condições para que esses grupos possam ocupar os diferentes espaços, a exclusão irá se perpetuar. Além daqueles que são diretamente responsáveis por garantir o acesso aos direitos básicos, práticas coletivas e individuais também são importantes e colaboram para o processo de inclusão social. 


Atualmente, muitos movimentos sociais têm reivindicado melhores condições para os grupos historicamente marginalizados como, por exemplo, o movimento feminista, que defende a igualdade de gênero. 


Grupos mais afetados pela exclusão social


Boa parte das sociedades ocidentais se estabeleceram a partir dos processos de escravização e colonização. Nesse sistema, os países europeus invadiam os territórios para formar suas colônias e desenvolviam uma sociedade que era estabelecida por: europeus que se aventuravam em outros territórios ou buscavam melhores condições de vida no ocidente, negros de origem africana que eram levados pelo tráfico negreiro, povos originários, em sua maioria povos indígenas, que logo foram marginalizados.


Por conta dessa construção, a população negra e indígena sofre até hoje com a discriminação, o racismo e as diversas formas de preconceito que agiram de formas excludentes. Mas, além deles, outros grupos sociais estão em situação de vulnerabilidade. 


Surdos, cegos, mudos, cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida – durante muito tempo, toda a urbanização das cidades, os espaços públicos e os eventos culturais não pensavam nas pessoas que pertenciam a essas comunidades. Muitos não tinham acesso ao lazer, à educação ou às atividades esportivas porque simplesmente não conseguiam acessar os lugares. Por exemplo, não havia guias para cegos, rampas de acesso para cadeirantes ou intérpretes de libras para surdos.

Autista e Síndrome de Down – da mesma forma, as pessoas que possuem um transtorno neurológico, que impossibilita a interação social, ficaram excluídas por muito tempo. Demorou bastante para que as escolas reconhecessem a necessidade de incluir aqueles que possuem algum atraso cognitivo e adaptar não só o conteúdo, mas também a didática para atender às necessidades dessas pessoas.

População LGBTQ+ - O preconceito que existe em torno desse grupo ainda resulta em muitos problemas, sendo o mais grave deles, LGBTfobia, que pode ser definida como uma aversão ou desprezo a esse grupo. Os índices de violência apontam que a cada 19 horas, uma pessoa LGBT é morta no Brasil. Além desse dado, que é extremamente preocupante, a marginalização desse grupo pode ser vista através da evasão escolar e da sua ausência no mercado de trabalho.

Pessoas em situação de rua – Todas as pessoas, sem restrições de classe social, devem ter acesso aos direitos básicos, como educação, moradia, saúde, emprego, lazer. Mas infelizmente, por diversas razões, alguns não desfrutam desses serviços e vivem em vulnerabilidade. Além de ter que lidar com o isolamento social, esses indivíduos ainda têm que enfrentar o preconceito e a discriminação por parte da sociedade.

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