Resumo de Sociologia - Demagogia

Recurso utilizado para atrair e manipular as massas

A demagogia é uma palavra que tem origem no termo grego significa povo ou população, já o pode ser traduzido por liderança. Na Grécia Antiga e também na Roma Antiga, os demagogos eram os responsáveis por representar a parcela da população que não tomava parte das decisões políticas. Vários autores formularam conceitos sobre o que seria a demagogia e quais interferências esse tipo de comportamento poderia resultar na sociedade. Em sua obra “A Política”, o filósofo Aristóteles diz que a demagogia é um artifício utilizado tão somente para conquistar uma audiência e fazê-la apoiar um político. 
Desta forma, todo um discurso político, carregado de adulação, propaganda, retórica, às vezes até uso de difamação para atingir os concorrentes, são utilizados para garantir a fidelização do público. Como esse termo surgiu em um contexto político, é muito comum que as pessoas acreditem que os demagogos se limitam a esse ambiente. Mas o verdade é que a demagogia está presente no meio artístico, esportivo, nos meios de comunicação. Para atrair pessoas a associarem-se ao seu grupo ou realizar seus interesses, cada uma dessas esferas pode construir a sua imagem em cima de um discurso demagógico.
Esse tipo de narrativa é composto de alguns recursos linguísticos, como a mentira ou falácia, hipocrisia, intolerância, a distração, o uso de figuras de linguagem, como o  eufemismo, utilizado para esconder problemas. Para saber como identificar cada um desses, continue lendo o artigo.



Como identificar a demagogia no discurso

A cada três e quatro anos esse discurso fica em evidência. No período eleitoral o que mais se vê são líderes políticos que esforçam para apelar para o lado emocional das massas, criam discursos que mexem com as emoções e as paixões das pessoas, fazem jingles e músicas que ficam na cabeça durante anos, e claro, prometem muito, inclusive coisas que nem fazem parte da alçada deles. 
Entra ano e sai ano essa fórmula se repete por uma razão, ela funciona. O esforço empregado para atingir o emocional do público dá certo! E, como para os demagogos a utilização desses recursos é justificável, não importa se eles serão dissimulados ao ponto de agir como “gente comum” e dizer que estarão à disposição da população. O que importa é garantir a liderança política. Se você quer saber como esse discurso funciona na prática, observe esses recursos nas narrativas políticas.
Eufemismos 
O eufemismo é utilizado para florear um discurso, geralmente uma mentira ou um comportamento inadequado. Para atenuar a situação eles recorrem a esse recurso. 
Tome como exemplo a frase: “Durante o meu mandato, os casos de corrupção diminuíram” Na verdade, o que aconteceu foi que durante esse mandato, não houve incentivo para continuar com as investigações. O eufemismo geralmente é um discurso mentiroso. Ele vem acompanhado de dois grandes elementos: a falácia e a omissão.
Falácia
Segundo o aristotelismo, a falácia pode ser entendida como qualquer enunciado ou raciocínio falso que simula a verdade.
Temos como exemplo a frase: “As mulheres sofrem violência porque provocam os homens.” Quando na verdade, as mulheres sofrem violência por conta do machismo, que prega a superioridade e domínio masculino sobre elas. 
Omissão
A omissão também é uma grande parte desse discurso. As informações são sempre passadas de forma incompleta, dificultando a compreensão total da realidade. 
Exemplo: Tem-se investido muito em energia eólica no país, pois o objetivo do governo é tornar o país uma referência em energia limpa. Omissão: Os parques eólicos também causam danos ao meio ambiente, a rotação das pás pode mudar o curso dos ventos, atingir os pássaros e geralmente eles são colocados em comunidades, deslocando várias populações. 
Maximizar os preconceitos
Essa é uma prática comum e extremamente danosa, e consiste em demonizar um grupo de pessoas ou ideias, associando-as às coisas negativas ou inferiores. Para se ter uma noção do quanto essa tática é prejudicial, a demonização de religiões e a inferiorização de culturas foram estratégias utilizadas no período colonial mas até hoje elas são reproduzidas. 
A distração e o falso dualismo também são muito utilizados. É muito comum ver durante os debates como os políticos fogem das perguntas que podem comprometê-los. Atualmente, o Brasil passa por um período de polarização política, em que as pessoas precisam se posicionar, mas não há somente duas opções ou dois partidos. 
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