Resumo de Sociologia - Contracultura

O movimento combatia o conservadorismo e os valores consumistas

A contracultura foi um movimento que começou a se manifestar ainda na década de 50, mas atingiu seu ápice em 1960, nos Estados Unidos. Um dos fatores que podem ter contribuído para sua explosão e aderência foi justamente a Guerra Fria, que nesse mesmo período alcançava o auge. O principal objetivo da contracultura era se opor às normas e padrões estabelecidos pela sociedade, que sempre moldou os hábitos, costumes, valores e tradições, criando uma cultura hegemônica. Mas, sendo ela própria formada por indivíduos dotados de particularidades e diferenças, não havia porque seguir um padrão de comportamento. 
A contracultura também levava em consideração o fato de que o modelo comportamental foi escolhido por um grupo privilegiado de pessoas, que podiam desfrutar de bens de serviço, tinham acesso à educação, pertenciam a uma classe social elevada, mantinham padrões morais baseados em religiões tradicionais e eram extremamente conservadores. 
No sentido de romper ou ao menos questionar essas normas hegemônicas, a contracultura surgiu para demonstrar sua indignação e também se consolidar, conquistando seu espaço no cenário político, econômico e cultural, dando lugar às culturas marginalizadas e alternativas. A rebeldia e a insatisfação com a cultura dominante acabou impactando outras áreas, como na filosofia e até mesmo na indústria. 
Adepta, em sua maioria por jovens, a contracultura causou grandes impactos através de sua ideologia anticonsumista e libertária. As pautas levantadas pela contracultura se estenderam até a década de 1970, na Inglaterra, e foram absorvidas por outros grupos, a exemplo do movimento punk




Principais pautas da contracultura

Os principais adeptos a contracultura eram os jovens, que em sua maioria buscavam os mesmos objetivos. As ações realizadas por esse público visavam, principalmente, se opor às regras que eram obrigados a seguir. Ou seja, obedecer aos padrões de comportamento, professar uma religião, manter a moralidade sexual, respeitar as instituições como a Igreja, escola, polícia, a família, e também seguir os padrões estéticos estabelecidos.
Diante de tanta imposição, a insatisfação entre os jovens era muito grande. Para combatê-la e buscar pela liberdade social, esse movimento se usou de muita rebeldia, pois para os que aderiram ao movimento só assim era possível conquistar a mudança que buscavam. A igualdade de gênero também foi um dos pontos discutidos pela contracultura, o feminismo, que já estava na sua segunda fase na década de 1960 também se associou ao movimento, levantando a bandeira da liberdade sexual da mulher, padrões de comportamento feminino e principalmente direitos iguais. 
A cultura da paz também foi um dos elementos recorrentes durante esse período. O lema “paz e amor” e também “faça amor, não faça guerra” ficaram populares durante o movimento. Na época, havia forte oposição às lutas armadas e a Guerra do Vietnã. O fim da injustiça e da intolerância religiosa também fizeram parte do movimento. A contracultura ainda pregava novos hábitos alimentares, a exemplo do vegetarianismo, uso de drogas psicodélicas, valorização das minorias, liberdade sexual e de relacionamentos, e era contra o capitalismo. 
Boa parte dos argumentos apresentados pelos adeptos ao movimento se deu por conta da influência de religiões orientais, como o hinduísmo e o budismo, que compartilhavam dos mesmos valores. Com o avanço dos meios de comunicação, a contracultura também foi se disseminando ao redor do mundo. Aos poucos, sua mensagem de libertação e inversão cultural foi sendo cada vez mais aceita. 
Foi com base nesses objetivos que outros grupos sociais se formaram. O movimento hippie, por exemplo, que teve o seu auge na década de 70 também questionava essas mesmas normas impostas. Os hippies buscavam, acima de tudo, a liberdade de expressão, ações, gostos, liberdade religiosa e política, o amor livre, criticavam o uso de armas nucleares, e eram antiviolência. 
Outros estilos, inclusive musicais também sofreram influência da contracultura. Nas canções de , por exemplo, discutia-se muito sobre classe social, gênero, cor, direitos civis, padrões estéticos. No Brasil, a contracultura foi fundamental na luta contra o autoritarismo político. Aqui no Brasil o movimento ganhou força em uma das fases mais difíceis da Ditadura Civil-Militar, levando milhares de pessoas para as ruas em protesto ao governo.
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