Resumo de Sociologia - Classe Social

Modo de divisão da sociedade

Classe social é um conceito sociológico que remete à divisão de grupos que compartilham dos mesmos interesses e apresentam situação socioeconômica semelhantes. Essa concepção surge através dos estudos do filósofo e sociólogo alemão Karl Marx, que chega a conclusão da separação da sociedade em duas classes: burguesia e proletariado. 
Segundo Marx, existe uma hierarquia entre grupos sociais e essa organização é movida pela estratificação social – fenômeno que impulsiona a separação de classes e acontece em decorrência do capitalismo e sua divisão social do trabalho. 

Contexto histórico

Mesmo que a definição de classe social tenha ganhado visibilidade apenas no século XIX, a divisão da sociedade em diferentes valorizações acontece desde os tempos antigos. A princípio, os primeiros habitantes do planeta Terra viviam em bandos, consumindo coletivamente os alimentos vindos da caça. No entanto, à medida que os povos deixaram o nomadismo, os grupos passaram a se dividir. Um dos motivadores dessa mudança foi a consciência de poder, ou seja, quando os seres humanos perceberam que poderiam exercer algum tipo de domínio em relação aos outros. 
Com o desenvolvimento da agricultura, criação de animais, artesano e comércio nas cidades, a produção deixou de ser voltada apenas para subsistência. Os alimentos e materiais excedentes possibilitaram que uma parcela da população pudesse viver de acordo com o trabalho feito pelos camponeses ou pequenos proprietários de terras. 
Foi dessa maneira que a divisão entre as classes sociais tornou-se evidente. Primeiro entre os escravos e seus donos, depois com separação entre servos e senhores feudais durante o feudalismo e, por fim, entre burgueses e proletários no sistema capitalista. 



Classe social segundo Karl Marx 

Para Marx, o conceito de classe social traz à tona um conflito entre dois grupos. Como, segundo o autor, há apenas duas classes no modelo capitalista – os donos dos meios de produção e os trabalhadores – a divisão social do trabalho funciona de acordo com a exploração da mão de obra do proletariado pela burguesia. 
Na visão marxista, a classe burguesa se apropria da força de trabalho dos indivíduos para alcançar grandes lucros. Dessa forma, não existe a possibilidade de ascensão social, pois as pessoas exploradas não têm as mínimas condições de promover a sua mudança na pirâmide social. 
Esse tipo de exploração, para Marx, evidencia um conflito e é motivo suficiente para estimular uma reação por parte do proletariado. A chamada revolução do proletariado, escrita pelo autor e Friedrich Engels no livro "Manifesto do Partido Comunista", poderia permitir a retirada dos meios de produção das mãos daqueles que detêm o capital para o controle do Estado. 
O Estado, por sua vez, seria o responsável pela distribuição de renda de maneira igualitária. Com esse sistema de governo, de acordo com Marx e Engels, a burguesia deixaria de existir, assim como as diferenciações entre as classes sociais. 

Classe social no Brasil 


No Brasil, para facilitar a identificação das classes sociais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elaborou um critério de mediação baseado na separação de classes em letras, especificamente de A até E. 
Os critérios utilizados pelo órgão de pesquisa para definição das classes envolvem a análise de diversas informações, como o poder aquisitivo das pessoas, concentração de renda, tamanho da moradia em que vivem e quantidade de integrantes, acesso à água, rede de esgoto e saneamento básico, nível de escolaridade, entre outros quesitos. De acordo com esses indicadores, a classe social no país é especificada em três categorias. São elas: 
  • Classe alta: também denominada de classe A, normalmente é formada por indivíduos com alto índice de escolaridade, a exemplo de médicos, juízes, empresários e proprietários de terras. É um grupo minoritário no país e que possui uma faixa de renda de mais de 15 salários mínimos. 
  • Classe média: classificação mais recente, engloba os integrantes das classes B e C. Estão nessa categoria os que tiveram um aumento na renda, entre 5 a 15 salários mínimos, e passaram por mudanças nos padrões de consumo.
  • Classe baixa: composta principalmente por trabalhadores ou desempregados, constitui a maior parte da população brasileira. É o grupo com as menores taxas de escolarização e grande vulnerabilidade social. O ganho mensal é de 1 a 3 salários mínimos (classe D) ou até 1 salário mínimo (classe E). 
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