Questão 12 Comentada - Secretaria de Estado da Educação e do Esporte do Paraná (SEED-PR) - Professor - Filosofia - Instituto Consulplan (2022)

A fusão das telecomunicações, da informática, da imprensa, da edição, da televisão, do cinema e dos jogos eletrônicos em uma indústria unificada da multimídia é o aspecto da revolução digital que os jornalistas mais enfatizam. Mas não é o único, nem talvez o mais importante. Escolhas políticas e culturais fundamentais abrem-se diante dos governos, dos grandes atores econômicos, dos cidadãos. Não se trata apenas de raciocinar em termos de impacto (qual o impacto das “infovias” na vida política, econômica ou cultural?), mas também em termos de projeto (com que objetivo queremos desenvolver as redes digitais de comunicação interativa?). (LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva. Por uma antropologia do ciberespaço. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2003. p. 13. Adaptado.)
As preocupações sociológicas e filosóficas com as questões relacionadas à expansão e dominação que as mídias impunham, já era uma das pautas dos filósofos da Escola de Frankfurt, cujas reflexões ainda orientam estudos até hoje. Foi nessa escola filosófica que surgiu o termo “indústria cultural”, dentre outros. São ideias de seus representantes:

  • A Jürgen Habermas faz parte da segunda geração da Escola de Frankfurt e seus trabalhos analisam as relações entre política, comunicação, linguagem e discursos.
  • B Max Horkheimer é o mais famoso deles; seus estudos se dedicam a apontar as relações entre capitalismo e sexualidade, bem como as questões envolvendo pureza racial e exclusão social.
  • C Herbert Marcuse foi defensor da educação como forma de emancipação do sujeito, que, para ele, deve se isolar totalmente dos meios de comunicação de massa para ir em busca de si mesmo.
  • D Theodor W. Adorno, com suas reflexões que utilizam bases do pensamento marxista aliadas a elementos da psicanálise, analisa as relações sociais e a família como elementos que impedem a formação da pessoa.