Questões de A Política (Filosofia)

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Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece um bem; todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens.
No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à discussão sobre a vida em comunidade, a saber:

  • A Ética e política, pois conduzem à eudaimonia.
  • B Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora.
  • C Metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira.
  • D Democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais.
  • E Geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis.

Segundo algumas das principais teorias políticas dos séculos XVII e XVIII, contrato social consiste em uma concepção que busca explicar

  • A a passagem do estado de natureza ao estado civil ou sociedade civil pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade natural e à posse natural de bens e armas, transferindo-se a um terceiro, o soberano, o protagonismo do poder político.
  • B a passagem do estado civil ou sociedade civil ao estado de natureza pela concessão do poder político do soberano aos indivíduos, para que estes conservem a posse de sua liberdade natural e a posse de bens e de armas.
  • C a passagem do estado civil ou sociedade civil ao estado de natureza pela concessão do poder político do soberano aos indivíduos, para que estes possam lutar uns contra os outros para assegurar sua liberdade natural e a posse de bens e de armas.
  • D a passagem do estado de natureza ao estado civil ou sociedade civil pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade natural e à posse natural de bens e armas, transferindo-se a um ser ontologicamente divino o protagonismo do poder político.
  • E passagem do estado civil ou sociedade civil para o estado de natureza pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade social e à posse convencional de bens e armas, transferindo-se a um terceiro, o soberano, o protagonismo do poder político.

Muitos imaginaram repúblicas e principados que jamais foram vistos e que nem se soube se existiram na verdade, porque há tamanha distância entre como se vive e como se deveria viver que aquele que abandona o que se faz por aquilo que se deveria fazer aprende antes a arruinar-se que a preservar-se. Eis por que é necessário a um príncipe que quiser manter-se, aprender a poder não ser bom e a valer-se ou não disso segundo a necessidade.
Nicolau Maquiavel. O Príncipe. Ed. Martins Fontes (com adaptações).
Considerando-se o texto precedente, é correto afirmar que Maquiavel recomenda ao príncipe, isto é, ao governante, que este

  • A aja sempre de acordo com os valores morais cristãos estabelecidos, o que requer que ele seja bom a despeito da necessidade.
  • B guie sua conduta a partir de como a república ou o principado deve ser, tendo como propósito uma ideia de perfectibilidade humana.
  • C conduza as suas ações a partir de como as coisas são, e não como elas deveriam ou poderiam ser, o que requer que ele faça o que for necessário, mesmo que não seja bom.
  • D tenha como modelo repúblicas ou principados imaginários, utilizando métodos descritos como maus para que aqueles se tornem reais.
  • E busque a harmonia entre as diversas facções que constituem uma república ou principado por medidas que favoreçam a moralidade das ações em todas as circunstâncias.

Para Marx, a alienação não é puramente teórica, porque se manifesta na vida real quando o produto do trabalho deixa de pertencer a quem produziu. Isso ocorre porque, na economia capitalista, prevalece a lógica de mercado, em que tudo tem um preço, ou seja, adquire um valor de troca, diferentemente de quando fabricamos o que é necessário para a existência (casas, roupas, livros), produtos que têm utilidade vital, valor de uso.
Maria Lúcia de Aranha. Filosofia: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 70 (com adaptações).
Com relação ao assunto do texto precedente, é correto afirmar que, no novo contexto capitalista, de acordo com a perspectiva marxista, também pensada pelos frankfurtianos, quando o operário vende a sua força de trabalho mediante salário, esta se transforma em

  • A luxo.
  • B opção.
  • C supérfluo.
  • D representação.
  • E mercadoria.

No século XIX, o filósofo alemão Hegel faz uma leitura otimista da função do trabalho na célebre passagem "do senhor e do escravo", descrita na Fenomenologia do espírito: dois indivíduos lutam entre si e um deles sai vencedor, podendo matar o vencido. Este, no entanto, prefere submeter-se, para poupar a própria vida. A fim de ser reconhecido como senhor, o vencedor conserva o outro como servo. O servo submetido tudo faz para o senhor, mas, com o tempo, o senhor descobre que não sabe fazer mais nada, porque, entre ele e o mundo, colocou o servo, e ele é que domina a natureza.
Maria Lúcia de Aranha. Filosofia: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 69 (com adaptações).
Considerando-se as informações do texto precedente, é correto afirmar que, de acordo com Hegel, o servo recupera a sua liberdade porque o trabalho se torna a

  • A expressão da liberdade reconquistada.
  • B expressão da opressão do servo.
  • C certificação do mando.
  • D materialização da servidão.
  • E justificativa da escravidão